O programa Fantástico, da Rede Globo, divulgou uma reportagem em que mostra uma tia impedindo uma tentativa de sequestro de uma recém-nascida por técnica de enfermagem na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina (PI), na segunda-feira (7).

Conforme informações divulgadas pelo programa a mulher trabalhava na maternidade havia cerca de dois anos, mas estava de folga no dia da ocorrência. Ela foi presa preventivamente na quarta-feira (9), após ser internada pela família em um clínica psiquátrica depois da repercussão do caso.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a técnica de enfermagem Auricélia Rocha aparece com a recém-nascida em um corredor da maternidade. Segundo a família, ela informou à mãe da criança, uma adolescente de 14 anos, que levaria o bebê para realizar exames de rotina, entre eles o teste do pezinho.

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Após sair com a criança, a tia da recém-nascida decidiu aguardar do lado de fora da sala por desconfiar da situação. Minutos depois, percebeu que a técnica deixou o local carregando uma bolsa preta de grande porte e entrou em um banheiro.

Ainda conforme a tia, a funcionária saiu do banheiro usando outra roupa. Às 13h45, ela resolveu abordá-la, abriu a bolsa e encontrou a sobrinha dentro. "Quando eu puxo, a neném está lá. Eu perguntei: 'Mulher, pelo amor de Deus, o que você está fazendo com essa menina nessa bolsa?'. Peguei a bebê e saí pedindo socorro", contou.

"Como eu ia falar para a minha irmã: 'Mulher, a gente não vai mais ver ela, a gente não sabe nem o que aconteceu com ela', porque com certeza ela teria saído dali com a maior facilidade", concluiu. 

O diretor administrativo e financeiro da maternidade, José Alberto Alencar, lamentou o episódio, mas afirmou que não houve falha no sistema de segurança da unidade. Segundo ele, o hospital dispõe de reconhecimento facial, portas com controle por senha e código, além de equipes treinadas para esse tipo de ocorrência.

Durante buscas na residência da técnica de enfermagem, a polícia encontrou um quarto preparado para receber um bebê, com berço, banheira, fraldas e roupas infantis. Os investigadores também apuraram que familiares acreditavam que Auricélia estava grávida, embora ela não tivesse apresentado exames que comprovassem a gestação.

Em nota, a defesa informou que Auricélia foi diagnosticada com sintomas esquizofrênicos, fazia uso de medicamentos psiquiátricos e apresenta comprometimento na compreensão da gravidade dos fatos.

O caso segue sendo investigado como tentativa de sequetro e a Polícia Civil trabalha na hipótese de que ela tenha agido sozinha. Até o momento, não há elementos que indiquem que a incapacidade mental suficiente para afastar a responsabilidade penal da mulher.


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FONTE/CRÉDITOS: DO REPÓRTERMT