Um projeto de lei que visa reconhecer e recompensar motoristas profissionais com um histórico de direção seguro foi aprovado pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. A iniciativa busca criar incentivos para condutores que demonstram responsabilidade ao volante.

Esses estímulos serão incorporados ao Registro Nacional Positivo de Condutores, um cadastro destinado a motoristas que não cometeram infrações de trânsito durante um período determinado.

O texto que recebeu aprovação é uma versão modificada, apresentada pelo relator, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), a partir do Projeto de Lei 6860/25, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR).

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A medida proposta pelo substitutivo será integrada ao Código de Trânsito Brasileiro. Originalmente, a ideia era estabelecer o Cadastro Positivo de Motoristas Profissionais como uma legislação autônoma.

Leia a íntegra do texto aprovado

Informações contempladas

O novo cadastro poderá incluir detalhes como:

  • ausência de multas por infrações gravíssimas;
  • participação em treinamentos de direção defensiva; e
  • um histórico de condução sem envolvimento em acidentes.

A inclusão dessas informações exigirá a permissão explícita do condutor, em conformidade com as leis de proteção de dados pessoais.

Vantagens para os condutores

Com a possibilidade de compartilhar esses dados, os motoristas profissionais registrados poderão usufruir de benefícios concedidos por instituições públicas e privadas. Entre as vantagens previstas estão:

  • descontos no valor de apólices de seguro veicular;
  • preferência em processos seletivos para vagas de emprego na área; e
  • condições especiais em operações de crédito e aluguel de veículos.

“O objetivo desta proposta é valorizar a profissão e aumentar a segurança nas vias”, destacou Ricardo Ayres. “Além disso, a iniciativa está alinhada com as metas de promoção da segurança viária e de incentivo a atitudes preventivas no trânsito, ao oferecer estímulos positivos que podem contribuir para a diminuição de acidentes.”

Próximas etapas

O projeto será agora avaliado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter terminativo.

Para que a proposta se torne lei, ela precisa ser aprovada tanto pelos deputados quanto pelos senadores, e subsequentemente sancionada pela Presidência da República.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias