O Brasil alcançou a marca histórica de 35% dos empreendedores com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica em 2025, totalizando 10,7 milhões de cidadãos nessa condição. O patamar representa o maior índice já documentado pelo IBGE em sua série estatística.
Durante o período avaliado, o país contabilizou 103 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 30,6 milhões se enquadravam como empreendedores, abrangendo tanto empregadores quanto profissionais autônomos. Cerca de 20 milhões desses trabalhadores operavam sem o documento formal.
As informações foram divulgadas em uma edição especial da Pnad Contínua. O monitoramento ocorre desde 2012, tendo pausado apenas nos anos de 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19.
Trajetória histórica da formalização
No início da série histórica, em 2012, apenas 24% dos trabalhadores por conta própria ou empregadores possuíam a inscrição. A proporção avançou gradativamente ao longo dos anos, refletindo a busca por vantagens como emissão de notas fiscais e acesso a serviços bancários.
A expansão do modelo MEI teve papel fundamental nessa conquista. O programa simplificou tributos e garantiu direitos previdenciários essenciais para os pequenos negócios em todo o território nacional.