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Terça-feira, 06 de Outubro 2026
Economia

Banco Central cria indicador para acompanhar reajustes salariais no país

Nova ferramenta usa dados do Ministério do Trabalho para monitorar o impacto das negociações coletivas sobre a inflação brasileira.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Banco Central cria indicador para acompanhar reajustes salariais no país
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Banco Central lançou uma nova ferramenta estatística para monitorar mensalmente os reajustes salariais definidos em convenções coletivas de trabalho no Brasil. O objetivo é aprimorar o acompanhamento do mercado de trabalho e sua relação direta com a inflação.

Utilizando registros do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, os dados revelarão os percentuais acordados. Além disso, destacarão a proporção de pactos que superaram, igualaram ou ficaram abaixo da variação inflacionária.

O levantamento trará tanto os índices nominais quanto os reais. Enquanto o primeiro reflete a alta direta nos valores, o segundo desconta a inflação, evidenciando o ganho efetivo no poder de compra dos cidadãos.

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Essa base inédita dará suporte à autarquia federal na análise de como o aquecimento econômico impacta a dinâmica remuneratória. Pesquisa prévia da instituição aponta que aumentos reais ocorrem com mais frequência em cenários de baixa desocupação.

Esse comportamento foi nítido entre 2012 e 2014, retomando força a partir de 2023. Nesse período recente, aumentou o volume de acordos coletivos que garantiram acréscimos acima da alta de preços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) segue como a principal referência nas mesas de negociação entre patrões e empregados, guiando a reposição de perdas passadas.

Mais transparência econômica

A publicação periódica dessas informações facilitará o acesso público à evolução da renda nacional. Os números cobrem todas as regiões e setores produtivos, incluindo indústria, serviços, comércio e agropecuária.

Todo o conteúdo estatístico ficará acessível ao público por meio do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) gerido pela autoridade monetária.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
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