A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta crucial para o risco elevado de queimadas e incêndios nas regiões central, oeste e leste do interior paulista, com a persistência do tempo seco e a situação de seca moderada a leve desde fevereiro de 2024, cenário que também pressiona o abastecimento de água em diversas cidades.

Risco de queimadas no interior paulista

O aviso da Defesa Civil sinaliza que toda a área a partir de Piracicaba encontra-se em estado de alerta entre os dias 19 e 21, enquanto a região norte, que abrange Barretos e Araçatuba, enfrentará um risco extremo de incêndios já no dia 21.

Conforme dados do Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA), o estado de São Paulo tem vivenciado um período de seca moderada ou leve ininterruptamente desde fevereiro de 2024, evidenciando a fragilidade hídrica atual.

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O ano de 2024 marcou um dos piores cenários, quando a porção norte paulista foi palco de extensas queimadas, principalmente em lavouras de cana-de-açúcar. Naquela época, o fenômeno El Niño também esteve presente, embora com uma intensidade menor do que a projetada para o período atual.

Apesar dos desafios, um plano robusto de prevenção e combate a incêndios florestais tem sido fundamental para mitigar impactos maiores, mesmo com registros de focos em parques estaduais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs) em anos anteriores.

Desafios no abastecimento de água

Além do perigo das queimadas, a questão do abastecimento urbano permanece uma grande preocupação. Nos últimos dez anos, cidades do interior de São Paulo têm enfrentado dificuldades crescentes durante os períodos mais secos.

Essa situação levou municípios como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto a implementar rodízios e buscar soluções de captação alternativa, registrando longos períodos de estresse em seus sistemas de saneamento.

A região metropolitana da capital, por sua vez, também tem lidado com a interrupção do fornecimento de água nas madrugadas por meses consecutivos, intensificando a busca por novas fontes, como a captação na bacia do Rio Paraíba do Sul, iniciada em janeiro deste ano.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil