A Câmara Municipal de Pedra Preta (245 km de Cuiabá) cassou nesta quarta-feira, 03 de dezembro, o mandato do vereador Gilson da Agricultura (União), por quebra de decoro parlamentar após xingar a prefeita do município, Iraci Souza (PSDB), de "cachorra viciada". A votação ficou em oito votos favoráveis e dois contrários.

O ataque contra a gestora ocorreu durante sessão plenária, no mês de agosto. Ao usar a tribuna para acusar Iraci de destinar R$ 500 mil para festas enquanto moradores da zona rural enfrentam problemas de abastecimento de água, Gilson proferiu as ofensas.

A situação causou revolta e indignação da classe política em Mato Grosso. Após o ataque, a Casa de Leis recebeu três pedidos de cassação contra o vereador. Um dos pedidos, inclusive, partiu do próprio partido que ele integra, o União Brasil.

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A Comissão Processante foi instalada no início de setembro. A presidência da comissão ficou com o vereador Ediérico Machado (PSB), com relatoria de Chico Lima Tur (PSDB) e a secretaria de Fernando do Gelvalino (Pode).

Durante sessão de julgamento, o vereador Ediérico disse que seu voto - ao defender a cassassão - foi pela "moralidade".

"Palavra tem poder porque ela levanta e destrói. Meu voto não é por raiva e não é pessoal. É por moralidade. Do respeito da dignidade do mandato e por todas as mulheres desta cidade’, salientou.

Por fim, o vereador cassado disse que aprendeu muito, que "nunca vai ser machista" e que a capacidade da pessoa "não está no sexo". Com a cassassão, o parlamentar ficará inelegível por 8 anos.

 

FONTE/CRÉDITOS: Daffiny Delgado - Repórter | Estadão Mato Grosso