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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Política

Totalização dos votos nas eleições é um processo auditável e seguro, diz TSE

Secretário do tribunal detalha as camadas de proteção do sistema e ressalta ausência de fraudes no modelo eletrônico desde 1996.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Totalização dos votos nas eleições é um processo auditável e seguro, diz TSE
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Visando a preparação para o pleito de 2026, a totalização dos votos no Brasil é um procedimento totalmente descentralizado, auditável e transparente, conforme explicou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. O sistema garante que os dados de cada seção eleitoral sejam verificados publicamente antes e depois da apuração final.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do órgão, Júlio Valente, a checagem das informações começa no próprio local de votação. Assim que a eleição é encerrada, a urna eletrônica emite o boletim de urna impresso com a contagem exata, cuja cópia fica visível ao público e disponível para posterior conferência dos eleitores.

Para assegurar a integridade da transmissão, os dados criptografados enviados pelos equipamentos passam por rigorosas validações digitais. O sistema confirma a autenticidade da urna de origem e a presença da assinatura digital antes de somar os resultados ao painel geral do tribunal.

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“Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, declarou Valente ao frisar a complexidade das rotinas de checagem. Instituições fiscalizadoras, partidos e candidatos contam com dezenas de mecanismos para acompanhar de perto todas as etapas do processo.

Outro elemento central do modelo é a biometria, que restringe o acesso à urna apenas ao titular da vaga. Em situações de falha na leitura biométrica, a liberação por parte do mesário ocorre somente mediante registro formal do procedimento no próprio equipamento.

Auditoria e recontagem de votos

Caso surjam questionamentos formais sobre a apuração, a Justiça Eleitoral assegura a preservação e o lacre das urnas para perícias posteriores. Valente recordou também que a implementação do voto impresso foi julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), além de ter apresentado alto índice de falhas operacionais em testes de 2002.

O secretário ressaltou que o engajamento contínuo das entidades fiscalizadoras reforça a segurança das urnas brasileiras, classificando a infraestrutura nacional como uma das mais modernas, transparentes e confiáveis do mundo.

Histórico sem fraudes comprovadas

Ao responder a críticas e desinformações, Valente enfatizou que não existe qualquer registro de fraude comprovada no sistema eletrônico desde sua estreia em 1996. Ele lembrou que o formato atual eliminou as frequentes irregularidades observadas na época das antigas cédulas de papel.

Atualmente, o processo de votação oferece 40 oportunidades distintas de auditabilidade. Esse ecossistema permite que órgãos independentes monitorem continuamente do recolhimento dos dados até o encerramento da apuração.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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