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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Política

SUS amplia para 100 mil os teleatendimentos mensais para vício em bets

A medida vale a partir desta terça-feira pelo aplicativo Meu SUS Digital para responder à forte alta na busca por suporte psicológico no país.

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Por Pagina1mt
SUS amplia para 100 mil os teleatendimentos mensais para vício em bets
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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O Ministério da Saúde expandiu expressivamente o suporte aos brasileiros que enfrentam o vício em bets, elevando para até 100 mil a capacidade mensal de teleatendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, que passa a vigorar nesta terça-feira (4), surge como resposta à expressiva procura por ajuda psiquiátrica e psicológica motivada por jogos e apostas virtuais.

Oferecido de forma sigilosa e remota, o serviço é acessado diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, resultado de uma cooperação com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). A oferta inicial do projeto, lançada em março deste ano, registrava uma média de apenas 600 consultas mensais, o que demonstra a escalada da demanda por acolhimento especializado.

Porta de entrada para a rede psicossocial

A assistência virtual atua como porta de entrada estratégica para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), garantindo acolhimento e orientação contínua aos pacientes. Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram o bloqueio de seus CPFs em plataformas de jogos por meio do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, sendo que 35% apontaram a perda total de controle como o motivo central.

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Sinais de alerta e fatores de risco

Entre os principais sinais de alerta identificados pelo Ministério da Saúde estão:

  • mudanças no sono, alimentação ou humor;
  • mentir para familiares e sentir culpa ou vergonha por apostar;
  • ansiedade e irritabilidade ao ficar longe dos jogos;
  • uso das apostas para aliviar estresse ou frustração;
  • dificuldade para parar e prejuízos no orçamento pessoal;
  • uso intensificado de álcool ou outras drogas.

Já os fatores de risco apontados incluem:

  • exposição precoce e facilidade de acesso a jogos virtuais;
  • histórico de depressão, ansiedade e impulsividade;
  • influências sociais que romantizam o jogo, solidão e vulnerabilidade social.
FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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