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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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STF forma maioria para tornar réus por obstrução no caso Marielle Franco
Justiça

STF forma maioria para tornar réus por obstrução no caso Marielle Franco

Os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino votaram pela abertura de nova ação penal sobre a obstrução do caso.

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão realizada na manhã desta quinta-feira (21), formou maioria para aceitar a denúncia e tornar réus três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Eles são investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no contexto do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin e Flávio Dino já proferiram seus votos, todos favoráveis à instauração da nova ação penal. Com o voto de Flávio Dino nesta quinta-feira, a maioria foi alcançada. A ministra Cármen Lúcia é a única que ainda não votou, tendo prazo até esta sexta-feira (22) para registrar sua decisão na sessão virtual.

Entre os denunciados que agora se tornam réus, destaca-se Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense. Ele já havia sido condenado em fevereiro a 18 anos de prisão por seu envolvimento na tentativa de atrapalhar as investigações do crime. Os outros dois investigados são o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho HP.

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) detalhou na denúncia que os acusados teriam agido para ocultar provas, incriminar indivíduos inocentes, utilizar testemunhas falsas e conduzir diligências desnecessárias. O objetivo, segundo a PGR, era “garantir a impunidade” dos responsáveis pela autoria intelectual e material do assassinato.

Condenação dos irmãos Brazão

Em fevereiro deste ano, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram sentenciados a 76 anos e três meses de prisão. Eles foram apontados como os mentores do crime. A motivação, conforme os autos do processo, estaria ligada a disputas por grilagem de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A condenação dos irmãos Brazão abrangeu os crimes de organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio. Fernanda Chaves, assessora de Marielle Franco, sobreviveu ao atentado e foi vítima da tentativa de homicídio. Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Argumentos da defesa

Antes da análise da denúncia, as defesas dos acusados apresentaram seus argumentos. A defesa de Rivaldo Barbosa solicitou a rejeição da denúncia, alegando insuficiência de provas e afirmando que as acusações contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio baseavam-se apenas em inferências.

Os advogados de Giniton Lages argumentaram que seu cliente não possui foro privilegiado, questionando a competência do Supremo Tribunal Federal para julgá-lo. Já a defesa de Marco Antonio de Barros Pinto sustentou que não foram produzidos elementos de prova concretos contra ele.

Além disso, a defesa de Marco Antonio ressaltou que o trabalho da polícia, sob sua gestão, culminou na prisão de Ronnie Lessa, o delator e executor do assassinato.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Marcello Casal JrAgência Brasil
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