São Paulo, 21 de maio de 2026 - No Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, a Inpasa, maior biorrefinaria de grãos da América Latina e segunda maior do mundo, reforça um debate estratégico para o futuro da produção sustentável: a integração entre alimento e energia como modelo capaz de aumentar a eficiência do campo sem ampliar a pressão sobre novas áreas agrícolas. Em um cenário global de crescente demanda por biocombustíveis e segurança alimentar, o conceito Food + Fuel + Feed demonstra, na prática, que é possível produzir energia renovável e alimento na mesma cadeia produtiva, de forma complementar e regenerativa.

Atualmente, a Inpasa produz cerca de 6,7 bilhões de litros de etanol de milho por ano e, ao mesmo tempo, gera aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de FortiPro Inpasa, o DDGS (Distillers Dried Grains with Solubles) da companhia, insumo altamente nutritivo utilizado na alimentação animal. O dado evidencia que o milho destinado à produção de biocombustível não deixa de cumprir sua função alimentar. Pelo contrário: transforma-se em energia limpa e retorna à cadeia agropecuária como insumo estratégico para a produção de carne, leite e ovos.

"O milho destinado à produção de biocombustível não deixa de cumprir sua função alimentar. Pelo contrário: ele se transforma em energia limpa para descarbonizar o transporte e retorna ao campo como uma proteína concentrada e altamente digestível para bovinos, aves e suínos", destaca Renato Teixeira, Diretor de Comunicação e Marketing da Inpasa Brasil.

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Esse cenário de eficiência é respaldado pelos dados do 8º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta uma safra brasileira recorde de 358 milhões de toneladas. O desempenho histórico é impulsionado pelo milho, cuja produção total nas três safras está estimada em 140,2 milhões de toneladas, a segunda maior marca da série histórica. Estimulada por essa forte oferta, a demanda interna pelo cereal deve avançar 4,6%, alcançando 94,86 milhões de toneladas, um crescimento fortemente impulsionado pela própria demanda da indústria de etanol de grãos. Mesmo abastecendo o mercado nacional e mantendo estoques de passagem confortáveis, próximos de 13 milhões de toneladas, a Conab projeta que as exportações de milho seguirão elevadas, podendo atingir 46,5 milhões de toneladas.

 

Eficiência e regeneração territorial

 

Na prática, o modelo Food + Fuel + Feed gera um importante efeito indireto de regeneração territorial. Ao elevar a produtividade da pecuária por hectare, o DDGS contribui para a redução da pressão sobre novas áreas de abertura agrícola e favorece a recuperação de pastagens degradadas. Isso permite que áreas antes subutilizadas sejam reintegradas de forma mais eficiente ao sistema produtivo, fortalecendo a agricultura regenerativa e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

A integração entre etanol, alimentação animal e produção agrícola também representa ganhos ambientais relevantes. O etanol de milho reduz as emissões de gases de efeito estufa em comparação aos combustíveis fósseis, enquanto os coprodutos industriais ampliam o aproveitamento da matéria-prima e diminui desperdícios. Outro diferencial do modelo está na capacidade de impulsionar economias regionais. As biorrefinarias promovem geração de empregos, renda e desenvolvimento logístico, além de estimular cadeias locais ligadas ao milho, à pecuária e à produção de energia renovável.

Para a Inpasa, o milho simboliza hoje muito mais do que uma commodity agrícola. O cereal tornou-se um elo estratégico entre segurança energética, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável. “O milho é um exemplo claro de como ciência, tecnologia e inovação podem transformar a produção agroindustrial. O conceito Food + Fuel + Feed mostra que não existe oposição entre produzir alimento e produzir energia. Existe integração, eficiência e uma enorme oportunidade para o Brasil liderar uma nova economia de baixo carbono”, finaliza o executivo.

Neste Dia Nacional do Milho, a Inpasa destaca que o futuro do agronegócio passa pela inteligência produtiva: produzir mais, com melhor aproveitamento dos recursos, menor impacto ambiental e maior geração de valor para toda a sociedade.

 


Sobre Inpasa

 

A Inpasa é a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina e a segunda maior do mundo. Fundada em 2006 no Paraguai e presente no Brasil desde 2018, opera oito unidades industriais — seis no Brasil e duas no Paraguai — e possui duas unidades em construção, localizadas em Rio Verde (GO) e Rondonópolis (MT). Com capacidade instalada de 6,7 bilhões de litros de etanol por ano, a companhia também produz 3,5 milhões de toneladas de DDGS, 340 mil toneladas de óleo vegetal e 1.903 GWh de energia renovável. Líder nas exportações brasileiras de DDGS, possui certificações internacionais como a ISCC CORSIA e reduziu em 43% a intensidade de emissões entre 2021 e 2024, conquistando o Selo Ouro do GHG Protocol por quatro anos consecutivos.

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FONTE/CRÉDITOS: ASSESSORIA