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Terça-feira, 15 de Setembro 2026
Justiça

STF adia decisão sobre investigações contra Moraes e Mendonça após pedido de vista

Ministro Flávio Dino suspendeu o julgamento no plenário por até 90 dias após divergência entre os magistrados sobre a unificação dos processos.

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Por Pagina1mt
STF adia decisão sobre investigações contra Moraes e Mendonça após pedido de vista
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem concluir o julgamento sobre a abertura de investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A análise do caso foi paralisada após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de até 90 dias para devolver o processo ao plenário da Corte.

A suspensão dos trabalhos ocorreu em meio a um impasse sobre o rito processual. O presidente do tribunal, Edson Fachin, havia pautado inicialmente apenas a análise referente a Moraes. Contudo, a ala de ministros ligada ao magistrado defendeu que as acusações contra André Mendonça deveriam ser avaliadas conjuntamente.

Diante do impasse, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para incluir o caso de Mendonça na pauta. A votação atingiu o placar parcial de 4 votos a 3 a favor da análise conjunta, mas o julgamento foi interrompido por Dino após divergências ríspidas entre os ministros no plenário.

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Entenda as acusações contra André Mendonça

O ministro André Mendonça, ex-relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial para incriminá-lo. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Mendonça conduziu investigações de forma irregular ao aprofundar apurações sobre Moraes sem a prévia autorização do plenário do STF.

O contexto das apurações sobre Moraes

O caso referente a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal e enviou o material a Fachin. A apuração indica que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria trocado cerca de 50 mensagens com um número associado a Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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