O STF (Supremo Tribunal Federal) encerrou a sessão desta terça-feira (15) sem concluir o julgamento sobre a abertura de investigações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A análise do caso foi paralisada após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que dispõe de até 90 dias para devolver o processo ao plenário da Corte.
A suspensão dos trabalhos ocorreu em meio a um impasse sobre o rito processual. O presidente do tribunal, Edson Fachin, havia pautado inicialmente apenas a análise referente a Moraes. Contudo, a ala de ministros ligada ao magistrado defendeu que as acusações contra André Mendonça deveriam ser avaliadas conjuntamente.
Diante do impasse, o ministro Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem para incluir o caso de Mendonça na pauta. A votação atingiu o placar parcial de 4 votos a 3 a favor da análise conjunta, mas o julgamento foi interrompido por Dino após divergências ríspidas entre os ministros no plenário.
Entenda as acusações contra André Mendonça
O ministro André Mendonça, ex-relator do caso Master, é acusado por Alexandre de Moraes de atuar de forma parcial para incriminá-lo. Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Mendonça conduziu investigações de forma irregular ao aprofundar apurações sobre Moraes sem a prévia autorização do plenário do STF.
O contexto das apurações sobre Moraes
O caso referente a Moraes veio à tona em 1º de setembro, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal e enviou o material a Fachin. A apuração indica que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria trocado cerca de 50 mensagens com um número associado a Moraes antes de ser preso, em 17 de novembro do ano passado.
