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O Brasil registrou recorde nas exportações de farelo de soja em março, mas o avanço dos embarques não foi suficiente para sustentar os preços do complexo soja no mercado interno. Dados divulgados pelo Cepea nesta segunda-feira (13.04) mostram que, apesar da forte demanda internacional, os valores recuaram no país na última semana.
Segundo o levantamento, o Brasil exportou 1,92 milhão de toneladas de farelo de soja em março, o maior volume já registrado para o mês. Já os embarques de soja em grão somaram 14,51 milhões de toneladas, mais que o dobro do volume de fevereiro, com alta de 105,29%. Na comparação com março de 2025, porém, houve leve queda de 0,96%.
Enquanto o farelo e o grão foram sustentados pela demanda externa aquecida, o óleo de soja apresentou movimento contrário. As exportações do derivado totalizaram 176,91 mil toneladas em março, recuo de 13,02% frente ao mês anterior. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda está relacionada à menor demanda de países como Índia e Uruguai, além da ausência da China nas compras.
No cenário internacional, os preços do farelo e da soja em grão se mantiveram firmes ao longo da última semana. Já o óleo de soja perdeu valor, influenciado pela queda nas cotações do petróleo.
No Brasil, no entanto, o comportamento foi diferente. O Cepea aponta que os preços de todo o complexo soja registraram pequenas quedas, pressionados principalmente pelo aumento da oferta e pela desvalorização do dólar frente ao real. Esse movimento reduz a competitividade das exportações brasileiras e impacta diretamente a formação de preços no mercado doméstico.
Mesmo com o ritmo acelerado dos embarques, especialmente do farelo, o cenário indica que o mercado interno segue sensível a fatores cambiais e ao avanço da safra, o que mantém as cotações sob pressão no curto prazo.