O senador Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná em primeiro turno. Neste domingo, com 99,87% das urnas apuradas, o parlamentar tinha 50,11% dos votos válidos, ocupando a liderança, enquanto Sandro Alex (PSD), escolhido para a sucessão do atual governador Ratinho Júnior (PSD), somava 25,35%. O resultado também impõe uma derrota ao deputado estadual Requião Filho (PDT), escolhido como palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado, que recebeu 23,47%.
Reconciliado com o bolsonarismo, Moro foi lançado candidato pelo PL, ocupando o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Ao longo da campanha, apostou em sua popularidade em Curitiba em função da memória da Operação Lava-Jato e na pauta de combate à corrupção. Na reta final, também virou alvo de Ratinho Jr., que trabalhou para tornar Sandro Alex competitivo e subiu o tom contra o ex-juiz nas redes sociais e nos programas de TV do aliado. O governador também se licenciou do cargo quinze dias antes do primeiro turno para intensificar a presença nas agendas de campanha do ex-secretário e mobilizou o pai, o apresentador de TV Ratinho, para os compromissos de campanha.
Como estratégia para bater de frente com o favoritismo de Moro no estado, a campanha de Sandro Alex também atraiu o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como vice da chapa, após ele abrir mão da candidatura própria ao governo. Em meio à crise do Supremo, o entorno do ex-secretário passou a acusar o senador de ter votado a favor da indicação do ministro Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF), informação contestada por Moro, que argumenta que a votação foi secreta. O parlamentar, por sua vez, tentou, ao longo da campanha, colar sua imagem à de Ratinho, cuja gestão é aprovada por cerca de 80% dos paraenses. A associação foi desmentida em mais de uma ocasião pelo governador e levou à derrubada de uma das propagandas eleitorais do senador veiculadas na TV.
Já Requião articulou uma reaproximação com o PT, mesmo após ter deixado o partido no ano passado com críticas à condução da sigla pela direção nacional. Em troca, a legenda abriu mão de ter uma candidatura própria e ficou com as duas vagas ao Senado na chapa majoritária, com as indicações da ex-ministra Gleisi Hoffmann e do ex-deputado federal Dr. Rosinha.