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Na data limite para a entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), a Receita Federal anunciou um volume recorde de restituições, totalizando aproximadamente R$ 16 bilhões a serem distribuídos a cerca de 8,7 milhões de contribuintes.
O número de declarações submetidas através da modalidade pré-preenchida registrou um aumento expressivo, atingindo 59,8% do total até a tarde de sexta-feira. Este índice supera os 50,3% observados no último dia do prazo em 2025.
Rumo à declaração 100% pré-preenchida
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou em coletiva de imprensa que a meta de ter uma declaração 100% pré-preenchida, onde o contribuinte apenas verifica os dados já fornecidos pelo Fisco, está cada vez mais próxima.
A Receita Federal projeta que aproximadamente 44 milhões de declarações serão recebidas até o encerramento do prazo, às 23h59min59s desta sexta-feira. No ano anterior, o total de declarações entregues dentro do prazo legal foi de 43,3 milhões.
"Devemos atingir esse volume, próximo de 44 milhões de contribuintes, fazendo a declaração do Imposto de Renda", afirmou o secretário.
Aumento na malha fina
A Receita Federal também reportou um aumento proporcional nas declarações retidas na malha fina para o exercício de 2026, com 4,97% contra 4,68% em 2025, considerando os dados do último dia do prazo legal.
Segundo o supervisor Nacional do Imposto de Renda da Pessoa Física, José Carlos Fonseca, essa elevação pode ser atribuída à transição para o novo sistema de declaração empresarial, que exigiu a adoção do eSocial em substituição à Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) no ano-calendário de 2025.
Fonseca explicou que algumas empresas apresentaram informações incorretas no eSocial, classificando verbas de forma inadequada, o que impactou a precisão dos dados.
O supervisor informou que a maioria das inconsistências reportadas pelas empresas via eSocial já foram corrigidas até o fechamento do prazo.
"Ainda tem algumas empresas que estão retificando, é normal, muitas vão levar cinco anos para resolver, é normal também, está no prazo legal, mas a gente conseguiu avançar bastante. Isso deu um impacto muito grande na malha", comentou.
Para os contribuintes que se encontram na malha fina, mesmo tendo declarado corretamente com base em seus comprovantes, a recomendação é aguardar.
"Se ele entregou a declaração corretamente, se ele entregou a declaração de acordo com os comprovantes de rendimentos que ele possui, com os comprovantes que ele tem em posse, e está em malha por alguma divergência, tranquilo, a empresa deve estar retificando e, a empresa corrigindo, ele não tem que fazer nada, ele não tem que apertar nenhum botão. A própria declaração dele vai ser reanalisada quando essa informação chegar e ele vai sair da malha", esclareceu Fonseca.