A IPCA-15 registrou alta de 0,70% em setembro, configurando o maior patamar desde o mês de abril, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa taxa representa uma reversão significativa em relação à deflação de -0,40% observada em agosto. O principal vetor dessa aceleração foi o fim do bônus de Itaipu, que havia barateado as tarifas de energia elétrica no período anterior.
Com o avanço mensal, a prévia da inflação oficial acumulou alta de 4,47% no período de 12 meses. No mês de agosto, esse indicador medido pelo IPCA-15 estava em 4,24%.
Comportamento dos grupos
Para chegar a esse índice mensal, o IBGE monitora o custo de nove setores distintos de produtos e serviços prestados à população.
- Habitação: 2,07%
- Despesas pessoais: 0,96%
- Transportes: 0,60%
- Artigos de residência: 0,55%
- Comunicação: 0,54%
- Vestuário: 0,41%
- Alimentação e bebidas: 0,40%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,13%
- Educação: 0,03%
Energia elétrica pressiona custos
O setor de habitação liderou as pressões inflacionárias do mês. O item de energia elétrica residencial disparou 7,42%, gerando o impacto individual mais expressivo do indicador.
O encarecimento ocorreu porque a base de comparação mudou. Em agosto, as tarifas caíram devido a créditos extraordinários da hidrelétrica de Itaipu, benefício que deixou de existir agora em setembro.
Alimentação e transportes
No segmento de transportes, o destaque ficou com as passagens aéreas, que encareceram quase 10%. Já nos alimentos, o grupo registrou alta de 0,38%, impulsionado por aumentos expressivos no preço do tomate e do arroz.