Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 11 de Junho 2026
Carregando jogos...
Operação Sem Refino mira Cláudio Castro em investigação sobre irregularidades no setor de combustíveis
Geral

Operação Sem Refino mira Cláudio Castro em investigação sobre irregularidades no setor de combustíveis

Ex-governador do Rio de Janeiro é alvo de busca e apreensão em ação que também investiga o empresário Ricardo Magro, da Refit.

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nesta sexta-feira (15), o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Refino. A ação investiga um grupo econômico por suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis, com foco em fraudes fiscais e ocultação patrimonial. O empresário Ricardo Magro, proprietário da Refit (Refinaria de Manguinhos), também foi um dos alvos, com um mandado de prisão preventiva expedido.

A investigação busca desvendar como um conglomerado empresarial teria empregado complexas estruturas societárias e financeiras para ocultar patrimônio, dissimular bens e realizar a evasão de recursos para o exterior.

No total, 17 mandados de busca e apreensão foram executados, acompanhados de sete medidas de afastamento de função pública. As ações ocorreram nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, todas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia Também:

Adicionalmente, a Justiça determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Houve também o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das companhias sob investigação.

A Receita Federal prestou apoio técnico fundamental para a execução da operação.

De acordo com a PF, as apurações focam em potenciais fraudes fiscais, ocultação de patrimônio e inconsistências operacionais de uma refinaria atrelada ao grupo sob escrutínio.

A corporação esclareceu, por meio de nota, que esta apuração está inserida no contexto das investigações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635. Este processo aborda a atuação de organizações criminosas e suas ligações com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

As defesas dos envolvidos

Em comunicado, a defesa do ex-governador Cláudio Castro declarou surpresa com a operação e informou que ainda não teve acesso ao teor completo do pedido de busca e apreensão. Contudo, afirmou que Castro se coloca à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos.

Os advogados de Castro asseguram que "todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente". Eles reforçam que isso inclui as políticas de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas específicas, análises técnicas e deliberação de órgãos competentes.

A defesa ainda informou que, sob a administração de Castro, foi assegurado o pagamento de parcelas de dívidas da Refinaria de Manguinhos, totalizando quase R$ 1 bilhão. Atualmente, este parcelamento está suspenso por uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, proveniente de um agravo de instrumento.

A nota da defesa também destaca que, durante o período de gestão, a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ingressou com ações contra a Refit. Isso, segundo eles, "demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado".

Por sua vez, a Refit, em seu próprio comunicado, afirmou que as questões tributárias que envolvem a companhia "estão sendo discutidas no âmbito judicial e administrativo, como fazem diversas companhias do setor".

A Refit acrescentou que a atual gestão "herdou passivos tributários acumulados por administrações anteriores" e que, desde então, tem implementado medidas para regularizar essas obrigações. A empresa confirmou os pagamentos na ordem de R$ 1 bilhão no último exercício, conforme mencionado pela defesa de Castro.

Em sua nota, a Refit categoricamente negou ter "falsificado declarações fiscais para ter vantagens tributárias". A empresa argumenta que "laudos científicos da carga apreendida nas últimas operações comprovam que o produto importado é óleo bruto de petróleo, conforme devidamente declarado no documento de importação". A companhia expressou estranhamento pelo fato de a Receita Federal "impedir a realização da perícia judicial que possa corroborar os laudos de profissionais já apresentados em juízo".

A Refit também "nega veementemente ter fornecido combustíveis para o crime organizado". Pelo contrário, a empresa afirma que "sempre atuou como denunciante de postos ligados a facções criminosas, incluindo aqueles de bandeiras renomadas que integram o Instituto Combustível Legal (ICL) e foram alvos de operações policiais".

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil*
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): © Tânia Rêgo/Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR