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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
Economia

Nova Lei do Frete é sancionada e torna regras de fiscalização permanentes

O texto aprovado consolida a obrigatoriedade do Ciot, mas mantém punições contra o descumprimento do piso mínimo e barra a anistia para atos nas rodovias.

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Por Pagina1mt
Nova Lei do Frete é sancionada e torna regras de fiscalização permanentes
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Esta semana, a sanção da nova Lei do Frete oficializou normas definitivas para o transporte rodoviário de cargas no Brasil, visando intensificar a fiscalização do setor e assegurar o cumprimento dos pisos mínimos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O que muda com a fiscalização permanente

Com a nova legislação, a exigência do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) passa a ser definitiva. Esse registro digital permite monitorar os contratos do setor rodoviário e reprimir a contratação de viagens por valores inferiores ao piso legal.

A medida fortalece o controle sobre as operações de transporte de cargas em todo o país, garantindo maior transparência administrativa e proteção aos trabalhadores autônomos e empresas transportadoras.

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Vetos presidenciais mantêm punições e multas

Ao sancionar o texto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou itens incluídos pelo Congresso Nacional. Entre os pontos rejeitados está a anistia a multas aplicadas durante os bloqueios de rodovias federais promovidos após as eleições de 2022.

Segundo a justificativa do Poder Executivo, perdoar sanções administrativas e judiciais configuraria renúncia de receita sem previsão orçamentária, além de ferir a separação dos Poderes e desrespeitar decisões judiciais definitivas.

Outro trecho vetado transformava em simples advertência as penalidades por descumprimento da tabela de frete mínimo. O governo argumentou que a alteração também equivalia a um perdão financeiro não previsto no orçamento da União.

Análise no Congresso Nacional

Os pontos vetados pelo Executivo serão avaliados pelo Congresso Nacional em sessão conjunta. Até a deliberação dos parlamentares, permanecem em vigor as regras de fiscalização estipuladas e o uso obrigatório do Ciot nas operações de carga.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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