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Mato Grosso poderá ganhar um novo município batizado informalmente de “Gilmarlândia”, em referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A proposta oficial, denominada Nova Aliança do Norte, foi apresentada neste sábado (21) durante evento realizado na área onde deverá ser implantada a futura cidade, localizada a cerca de 16 quilômetros do Trevo da Libra, pela MT-010, entre Diamantino e São José do Rio Claro, a aproximadamente 300 quilômetros de Cuiabá.
Durante o lançamento, Gilmar Mendes defendeu a soma de esforços entre instituições públicas, iniciativa privada e comunidade para viabilizar o projeto, que poderá resultar na criação do 143º município mato-grossense. Natural de Diamantino, o ministro destacou a importância de iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional diante da expansão econômica da região.
A proposta é liderada pelo produtor rural Eraí Maggi e prevê a construção de uma cidade planejada, com foco em atender à crescente demanda por infraestrutura, serviços públicos e suporte urbano em uma área marcada pela intensa atividade agrícola. O encontro reuniu lideranças políticas, empresários e representantes locais para discutir aspectos técnicos, jurídicos e sociais relacionados à viabilidade do novo município.
No entanto, a proposta também levanta questionamentos sobre o impacto fiscal da criação de novas cidades no país. O Brasil convive com um déficit público elevado e uma carga tributária considerada alta por diversos setores da economia. Especialistas apontam que a criação de municípios tende a ampliar a pressão sobre o erário, já que muitas novas cidades não possuem base de arrecadação suficiente para sustentar sua própria estrutura administrativa.
A instalação de prefeitura, Câmara de Vereadores e diversos órgãos públicos implica aumento de despesas permanentes, frequentemente custeadas por transferências da União e dos estados. Dados históricos mostram que um percentual significativo dos municípios brasileiros depende fortemente de repasses federais para manter suas contas, o que alimenta o debate sobre a viabilidade econômica de novas emancipações.
Nesse contexto, críticos argumentam que iniciativas de criação de municípios nem sempre consideram de forma adequada o custo fiscal de longo prazo, especialmente em um cenário de endividamento público e necessidade de ajuste nas contas governamentais. Caso seja efetivado, o novo município deverá iniciar suas atividades com necessidade de apoio financeiro externo até consolidar sua base econômica.
A criação de Nova Aliança do Norte ainda precisa cumprir etapas legais, incluindo estudos de viabilidade e eventuais consultas públicas, antes de avançar no processo de emancipação.
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