Uma menina de 12 anos foi resgatada pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal após revelar que seria levada para a França para um casamento forçado. A criança afirmou às autoridades que teria sido entregue pelos próprios pais como forma de pagamento de uma dívida da família com traficantes.

O caso aconteceu no dia 25 de julho, no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A mulher que acompanhava a menina foi presa sob suspeita de envolvimento em um esquema de tráfico de pessoas.

Segundo a PSP, a criança, natural da República Democrática do Congo, chegou a Portugal em um voo vindo do Senegal. Durante a fiscalização, os agentes identificaram divergências nos documentos apresentados e nas informações fornecidas pela acompanhante, que inicialmente afirmou ser mãe da menina.

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Diante das suspeitas, a criança foi encaminhada para uma segunda etapa de controle migratório, onde os policiais aprofundaram a verificação da situação.

Durante o procedimento, a menina revelou que não tinha qualquer parentesco com a mulher que estava com ela. A polícia também constatou que o passaporte apresentado não correspondia à verdadeira identidade da criança.

Em depoimento às autoridades, a menina contou que teria sido entregue pelos pais a um homem responsável por levá-la até a França, onde seria submetida a um casamento forçado.

Segundo o relato, a negociação teria sido feita para quitar uma dívida da família com traficantes. A criança afirmou ainda ter medo de retornar à República Democrática do Congo ou ser devolvida aos pais, por receio de voltar a ser usada como forma de pagamento.

As informações reforçaram as suspeitas de que a menina seria vítima de tráfico de pessoas e exploração.

De acordo com informações da emissora portuguesa SIC Notícias, a criança permanecerá em Portugal sob proteção das autoridades. Ela deverá receber acompanhamento de equipes especializadas no atendimento a vítimas de tráfico de pessoas.

A mulher presa deverá responder por suspeita de tráfico de pessoas. A polícia portuguesa continua investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

FONTE/CRÉDITOS: FOLHA DO ESTADO