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Segunda-feira, 17 de Agosto 2026
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Habilidades ganham espaço nos processos de contratação

Empresas ampliam os critérios de contratação ao considerar habilidades práticas, competências técnicas e experiências profissionais, além da formação acadêmica. Para especialista do ManpowerGroup, o skill-based hiring acompanha as mudanças nas demandas do mercado de trabalho.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Habilidades ganham espaço nos processos de contratação
Jovens no escritório
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A exigência de diploma como principal critério de contratação começa a dividir espaço com o skill-based hiring, abordagem que prioriza habilidades práticas, competências técnicas e capacidade de execução. O movimento ocorre em um contexto de rápidas transformações, impulsionadas pelo avanço tecnológico e pela evolução das competências buscadas pelas empresas.

Segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF), até 2030, 19% dos empregadores globais pretendem eliminar a exigência de diploma nos processos seletivos, o equivalente a cerca de uma em cada cinco organizações. A tendência é mais evidente em setores como tecnologia, dados e inovação, onde a demanda por conhecimento aplicado se renova constantemente.

Por isso, portfólios, certificações técnicas, projetos autorais e experiências práticas ganham espaço como critérios complementares para avaliar as competências dos candidatos. Um desenvolvedor com repositórios públicos, um analista de dados com projetos documentados ou um profissional de marketing com cases mensuráveis tendem a ganhar vantagem em processos seletivos que priorizam competências práticas.

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“Estamos vivendo uma mudança importante na forma como o talento é avaliado. O diploma deixa de ser um grande indicador de capacidade, abrindo espaço para uma análise mais completa das habilidades e do potencial de cada profissional. Isso permite decisões de contratação mais alinhadas às demandas reais das funções e ao ritmo de transformação do mercado”, comenta Polyana Macedo, gerente-executiva de RPO do ManpowerGroup Brasil, consultoria global de soluções em RH.

O avanço do skill-based hiring também amplia os critérios considerados na avaliação dos candidatos. Além da formação acadêmica, empresas passam a analisar competências demonstradas em cursos livres, certificações, projetos, experiências práticas, trabalhos freelancers e outras vivências profissionais, oferecendo uma visão mais abrangente da trajetória de cada indivíduo.

“O skill-based hiring não elimina a importância da educação formal, mas amplia o olhar sobre o que realmente gera valor no dia a dia. Quando habilidades e resultados ganham mais peso, as decisões se tornam mais conectadas à prática e ao desempenho, refletindo melhor as necessidades das organizações e das próprias funções”, reforça Polyana.

À medida que essa abordagem avança, os processos seletivos passam a considerar um conjunto mais amplo de evidências sobre as competências dos candidatos. Nesse contexto, experiências práticas, projetos e resultados passam a complementar a formação acadêmica na avaliação dos profissionais.



Website: https://www.manpowergroup.com.br/insights/estudos/relatorio-de-tendencias-globais-2026-a-vantagem-humana
FONTE/CRÉDITOS: DINO
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