Um homem, de 34 anos, procurou a Polícia Civil após perder R$ 30 mil em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por integrantes do escritório de seu advogado quando sua esposa da vítima recebeu mensagens de um número aparentemente vinculado ao advogado da família.
O golpista se apresentou como sócio do profissional e afirmou que o advogado não poderia conversar naquele momento porque estaria participando de uma audiência.
Durante o contato, o suposto representante informou que o casal havia obtido uma decisão favorável em uma ação judicial e que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso entraria em contato para realizar uma audiência destinada à liberação do dinheiro.
Pouco depois, a mulher recebeu uma ligação de outro número. Para dar aparência de legitimidade ao golpe, os criminosos encaminharam uma cópia do processo contendo a logomarca do escritório de advocacia que representava a vítima.
Os golpistas alegaram que a conta bancária da esposa não estaria habilitada para receber o valor da ação e passaram a conversar diretamente com o marido. Em seguida, solicitaram dois pagamentos via Pix, no valor de R$ 15 mil cada.
Conforme o relato, os criminosos afirmaram que o total de R$ 30 mil seria posteriormente estornado e que as transferências eram necessárias para viabilizar a liberação do suposto crédito judicial.
Acreditando que conversava com seu advogado e convencido pela documentação apresentada, o homem realizou os dois pagamentos por meio de links de Pix. O dinheiro foi destinado a uma conta empresarial.
Posteriormente, a vítima entrou em contato com o verdadeiro advogado e descobriu que havia sido enganada. O caso foi registrado como estelionato e deverá ser investigado pela Polícia Civil.
A orientação é que clientes desconfiem de pedidos de pagamentos antecipados para a liberação de valores judiciais. Antes de realizar qualquer transferência, é recomendável entrar em contato com o advogado por um número já conhecido ou confirmar pessoalmente as informações com o escritório.