O Brasil foi excluído da nova lista de países autorizados a exportar carnes para a União Europeia. A informação foi publicada nesta terça-feira (12.05) pelo UOL, com dados da DW e da AFP.

A medida ocorre após o bloco europeu apontar que o país não cumpre integralmente as regras sanitárias relacionadas ao uso de antibióticos na pecuária.

A lista elaborada pela Comissão Europeia define quais países poderão continuar fornecendo produtos de origem animal ao mercado europeu a partir de setembro. Na atualização, países como Argentina, Colômbia e México foram mantidas entre os fornecedores autorizados por atenderem às exigências do bloco.

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O Brasil, no entanto, ficou de fora sob o argumento de que ainda não teria garantido o banimento do uso de antimicrobianos com finalidade de promoção de crescimento animal — prática proibida pelas normas europeias.

Segundo a porta-voz de Saúde da União Europeia, Eva Hrncirova, a exclusão implica restrições amplas. “O Brasil não está incluído, o que significa que deixará de poder exportar bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios”, afirmou.

As regras da União Europeia proíbem o uso de antibióticos com objetivo de acelerar o ganho de peso ou aumentar a produtividade dos animais, além de restringirem substâncias consideradas essenciais para tratamentos humanos, o que reforça o rigor sanitário do bloco.

A decisão pode gerar impacto relevante para o setor exportador brasileiro, especialmente no segmento de proteína animal, que tem na Europa um mercado de alto valor agregado.

O anúncio ocorre em meio a um cenário de tensão comercial mais amplo, marcado por críticas de produtores rurais europeus e pelo governo da França ao acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O tratado, que envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, entrou em vigor de forma provisória em 1º de maio, mas ainda depende de validação definitiva das instituições europeias.

FONTE/CRÉDITOS: Lucione Nazareth/VGN