O estado de São Paulo registrou um aumento alarmante nos casos de feminicídio e na violação de medidas protetivas de urgência, conforme dados recentes da Secretaria da Segurança Pública (SSP). Nos primeiros três meses deste ano, 86 mulheres foram assassinadas, um crescimento de 41% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, quando 61 vítimas foram contabilizadas. Somente em março, mês do Dia Internacional da Mulher, 30 mulheres perderam a vida por feminicídio, o maior índice histórico para o período e um salto de 57,9% comparado a março do ano anterior.

Violação de medidas protetivas em alta

Além do crescimento do feminicídio, a ineficácia das proteções legais também se destaca. O descumprimento de medidas protetivas de urgência, cruciais no combate à violência doméstica, atingiu 3.020 ocorrências entre janeiro e março deste ano. Esse volume representa um preocupante aumento de 31,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, indicando que muitas mulheres protegidas por essas ordens judiciais continuam em risco.

Aumento da lesão corporal dolosa

As estatísticas criminais da SSP também apontam para um aumento nos casos de agressão física contra mulheres. Foram registrados 19.249 casos de lesão corporal dolosa no primeiro trimestre, um incremento de 7,4% em relação aos 17.926 registros do mesmo período do ano passado. Esses dados reforçam a necessidade de ações mais eficazes para prevenir a violência e garantir a segurança das mulheres em São Paulo.

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FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil