Depois de acumularem altas expressivas no primeiro trimestre de 2026 e alcançarem patamares recordes, os preços dos feijões preto e carioca começaram abril em queda no mercado brasileiro. A retração é apontada por levantamento do Cepea/CNA, que atribui o movimento à perda de força da demanda nas últimas semanas.

Nos três primeiros meses do ano, os preços foram sustentados pela oferta limitada. Agora, segundo pesquisadores do Cepea, o mercado entrou em uma fase de busca por novo equilíbrio, em meio à lenta transmissão de preços entre a indústria e o varejo.

Outro fator que influencia o comportamento do setor é a transição para a segunda safra. O cenário é acompanhado com cautela, principalmente por causa das incertezas climáticas no Sul do País, região importante para a produção.

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No mercado externo, as exportações brasileiras de feijão somaram 27,28 mil toneladas em março, volume 2,4% superior ao registrado em fevereiro e 51,3% maior que o de março de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já as importações totalizaram 3,13 mil toneladas em março, queda de 17% em relação a fevereiro, mês em que foi registrado o maior volume desde novembro de 2023. Apesar da retração mensal, o total importado ainda ficou cerca de quatro vezes acima do registrado em março do ano passado.

A combinação entre demanda enfraquecida, ajustes na cadeia de repasse de preços e dúvidas sobre o desempenho da segunda safra deve seguir no radar dos agentes do mercado nas próximas semanas.

FONTE/CRÉDITOS: VGNAgro