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Sexta-feira, 30 de Outubro 2026
Política

Entidades repudiam listas de boicote econômico por divergência política

Organizações empresariais, OAB e MPT alertam para graves riscos jurídicos e democráticos associados à perseguição a trabalhadores e empresas.

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Por Pagina1mt
Entidades repudiam listas de boicote econômico por divergência política
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A disseminação de listas de boicote econômico que identificam comerciantes, empresas e profissionais liberais por preferências políticas tem gerado forte reação de órgãos de Justiça e entidades representativas no Brasil.

Nas últimas semanas, instituições empresariais, seccionais da OAB e o Ministério Público do Trabalho passaram a alertar sobre os perigos jurídicos dessas iniciativas persecutórias.

A mobilização surge em decorrência do crescimento de episódios de constrangimento, discriminação e retaliação registrados após o encerramento do pleito eleitoral.

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Bares e restaurantes

O setor de bares e restaurantes figura entre os mais atingidos por essa prática. A Abrasel destacou-se ao condenar publicamente a circulação de cadastros que expõem estabelecimentos.

A associação enfatizou que a diversidade de opiniões deve ser preservada e advertiu que campanhas de boicote podem gerar responsabilização civil e judicial aos envolvidos.

OAB

Representantes da advocacia também se manifestaram firmemente. A Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins emitiu nota repudiando a exposição pública de cidadãos e profissionais.

A entidade lembrou que a liberdade de expressão é pilar essencial do Estado Democrático de Direito e que divergências eleitorais jamais devem justificar a perseguição.

Ministério Público do Trabalho

O MPT identificou o uso de plataformas digitais para coagir empregadores a vigiar, demitir ou recusar contratos de funcionários com base em votos.

Diante disso, procuradores ajuizaram ação civil pública exigindo que a Meta remova publicações de incentivo ao assédio.

O procurador Maurício de Mello revelou que quase 30% das denúncias de assédio eleitoral ocorreram após a apuração das urnas, acendendo um alerta institucional.

Prática autoritária

A circulação dessas relações comerciais motivou críticas de figuras públicas e historiadores, que comparam o método a estratégias de regimes autoritários do passado.

Especialistas reforçam que a tentativa de sufocar economicamente opositores políticos representa uma ameaça direta à convivência democrática e exige rigorosa resposta legal.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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