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A possibilidade de retorno do fenômeno climático El Niño acendeu alerta no setor agrícola e já influencia as perspectivas para a mandioca no Brasil. Enquanto o clima entra no radar, os preços da raiz começam a dar sinais de enfraquecimento diante do aumento da oferta.
Levantamento do Cepea divulgado nesta segunda-feira (13.04) mostra que o movimento de valorização da mandioca perdeu força ao longo da última semana. O recuo no ritmo de alta está diretamente ligado à maior disponibilidade do produto em algumas regiões.
Segundo pesquisadores do Centro de Estudos, produtores intensificaram a comercialização e a colheita, tanto pela necessidade de capitalização quanto pela liberação de áreas para o planejamento da safra 2026/28. Esse avanço elevou a oferta às indústrias, reduzindo o impulso altista dos preços.
Apesar disso, a demanda industrial segue aquecida, impulsionada principalmente pela recomposição de estoques, o que ainda dá sustentação ao mercado no curto prazo.
No médio prazo, porém, o clima passa a ser o principal fator de atenção. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) indica alta probabilidade de formação do El Niño a partir de junho, com possível intensificação em agosto. O fenômeno pode provocar redução das chuvas no Centro-Sul do Brasil, afetando o desenvolvimento das lavouras e a produtividade.
A combinação entre oferta elevada no curto prazo e incertezas climáticas no horizonte deve manter o mercado atento nas próximas semanas, com possibilidade de mudanças no comportamento dos preços dependendo da evolução do clima.