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Ao mesmo tempo que considerou importante e essencial o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) confirmou que a responsabilidade pelos atendimentos pré-hospitalares em urgência e emergência passará a ser do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). A decisão está centrada na redução da máquina pública e de custos.
“O nosso glorioso Corpo de Bombeiros vai suprir esse importante trabalho do Samu. Isso já está decidido. Com isso, nós vamos diminuir custos, simplificar a máquina, onde der para diminuir, nós vamos diminuir. Esse é um serviço que essencial, o Samu é serviço importantíssimo que a partir daqui quem faz é o Corpo de Bombeiros”, disse Pivetta em entrevista à Rádio Capital FM, ao responder o questionamento feito pelo morador de Várzea Grande, César Araújo.
Em meio à decisão, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa formalizou a convocação do secretário de Estado de Saúde, Juliano Melo, para que compareça à Casa, nesta quarta-feira (22), para tratar sobre o desligamento de 56 profissionais e do fechamento de bases do Samu na região de Cuiabá e Várzea Grande.
Melo já havia sido convidado para comparecer na Casa de leis para prestar esclarecimentos, o que não ocorreu. Na semana passada, um levantamento apresentado pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado (Sisma) apontou que das 12 unidades do Samu existentes na região, apenas cinco estão em funcionamento.
Ainda na quarta-feira (15), durante a sessão ordinária, o presidente da AL, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que o Parlamento não se omitirá diante da gravidade do cenário. “Não podemos deixar de agir diante de uma situação como essa”, garantiu.
Conforme o presidente do Sisma, Carlos Mesquita de Magalhães, diversas regiões estão sem cobertura, incluindo bairros de Cuiabá e Várzea Grande. Na Capital, as informações são de que estão paradas ambulâncias do Centro, do Parque Ohara, Pedra 90, São João Del Rei, entre outras localidades.
Na AL, a crise provocou reação em bloco de deputados estaduais, que reforçaram a necessidade de recompor equipes, garantir estrutura e evitar a descontinuidade de um serviço essencial.
O deputado Lúdio Cabral (PT) classificou a situação como “gravíssima”, destacando o risco imediato à população em casos de urgência. Ele lembrou ainda que o alerta foi feito desde março, quando defendeu a renovação do contrato dos 56 profissionais, e reforçou que a convocação do secretário deve trazer respostas concretas.
O desligamento dos profissionais ocorre após a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-hospitalar pelo Governo do Estado, que abrange tanto o Samu como o CBM. Segundo o Estado, o modelo de atendimento, que vem sendo prestado desde junho de 2025, fez o tempo de resposta às chamadas de emergência diminuir de 25 para 16 minutos. Com esta redução de 36%, as chances de salvar vidas aumentam.
A integração foi feita por meio da assinatura de um termo de cooperação entre a Secretaria de Estado de Saúde (Ses) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com a garantir de oferecer um serviço mais rápido e eficiente. Desde então, segundo informações do Governo, o resultado foi o aumento em 30% no número de atendimentos prestados à população.