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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Economia

Crise no futebol: bets ameaçam romper patrocínios e põem R$ 1 bilhão da Série A em risco

Superbet e Esportes da Sorte notificaram clubes sobre possível rescisão; 13 dos 20 times da Série A têm casas de apostas como patrocinadoras máster

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Por Pagina1mt
Crise no futebol: bets ameaçam romper patrocínios e põem R$ 1 bilhão da Série A em risco
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Casas de apostas começaram a avisar clubes da Série A de que podem rescindir contratos de patrocínio caso o governo federal imponha restrições que inviabilizem a operação do setor no país. A movimentação ocorre enquanto o governo prepara uma medida provisória sobre jogos on-line e apostas esportivas. As informações foram confirmadas pelo UOL.

A Superbet, patrocinadora máster de São Paulo e Fluminense, notificou os dois clubes sobre a possibilidade de encerramento dos acordos em caso de proibição das apostas. As equipes não confirmaram publicamente o recebimento dos avisos.

A Esportes da Sorte também enviou notificações a clubes patrocinados. O Corinthians confirmou ter recebido o comunicado.

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O alerta atinge um mercado importante para o futebol brasileiro: 13 dos 20 clubes da Série A têm atualmente uma casa de apostas como patrocinadora máster, e os contratos do setor com equipes da elite somam mais de R$ 1 bilhão.

Flamengo também acompanha o risco

A Betano ainda não notificou formalmente o Flamengo, mas informou à diretoria que o contrato prevê consequências diferentes conforme a mudança na legislação.

Uma eventual proibição geral das apostas poderia levar à rescisão. Restrições parciais ou mudanças tributárias poderiam abrir espaço para renegociação.

O acordo entre Betano e Flamengo é o maior patrocínio máster do Brasileirão.

Clubes pressionam contra restrições

Em 17 de setembro, clubes e federações divulgaram um manifesto contra possíveis limitações ao setor. O documento classificou as medidas em discussão como uma ameaça grave às receitas do futebol e defendeu a manutenção do mercado regulado.

A avaliação no setor é de que uma eventual proibição poderia levar a uma onda de rompimentos contratuais. Empresas que não enviaram notificações formais também estudam recorrer à Justiça para encerrar acordos caso a atividade deixe de ser permitida.

O impacto dependerá do alcance da medida preparada pelo governo. Uma restrição concentrada em jogos de cassino on-line teria efeito diferente de uma proibição ampla das apostas esportivas.

Enquanto o texto não é definido, clubes e patrocinadores já se preparam para um cenário de revisão dos contratos.

FONTE/CRÉDITOS: Marina Verenicz - INFO MONEY
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