A realização de concursos públicos segue autorizada no Brasil mesmo durante o ano eleitoral, garantindo a continuidade de seleções agendadas em todo o país. Embora a legislação permita a aplicação de provas e a publicação de editais, existem regras estritas do Tribunal Superior Eleitoral que limitam a nomeação de novos servidores ao longo do período de campanha.
Atualmente, importantes certames já estão com inscrições abertas. A Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev) recebe candidaturas até 6 de agosto via Fundação Getulio Vargas, mesmo prazo limite para a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores (ABGF), organizada pela Fundação Carlos Chagas.
Outras instituições relevantes já estão com bancas definidas para futuros editais. Entre as entidades confirmadas figuram a Petrobras, Indústrias Nucleares do Brasil, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Contabilidade e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater).
Regras da legislação eleitoral para posse
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, não há impedimento legal para a realização do processo seletivo em si. A vedação jurídica incide apenas sobre o provimento de cargos públicos na etapa final do pleito.
Durante os três meses que antecedem as eleições até a posse dos candidatos eleitos, os governantes não podem convocar aprovados, salvo raras exceções. A regra busca impedir o uso político-eleitoral das contratações públicas.
Manutenção do ritmo de estudos
Por conta disso, analistas reforçam que o período de disputas políticas não deve desmotivar os candidatos a uma vaga estatal. Existindo dotação orçamentária e necessidade de pessoal, o momento é considerado ideal para intensificar a preparação.
Eduardo Cambuy, coordenador do Gran Concursos, aconselha iniciar os estudos pelas matérias básicas do conteúdo programático. Como essas disciplinas possuem maior relevância e repetem-se em múltiplos editais, o concurseiro consegue otimizar seu tempo e ganhar competitividade.