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Terça-feira, 04 de Agosto 2026
Justiça

CNJ aprova o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes

Medida alinha o órgão às diretrizes do STF e permite a demissão definitiva de magistrados por infrações graves mediante ação movida pela AGU.

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Por Pagina1mt
CNJ aprova o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para juízes
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta terça-feira (4), o fim da aposentadoria compulsória como sanção disciplinar máxima aplicada a juízes e desembargadores. A mudança histórica permite que magistrados envolvidos em infrações gravíssimas, como venda de decisões judiciais e assédio, venham a perder definitivamente seus cargos públicos.

Com o novo texto regulatório, o investigado condenado em Processo Administrativo Disciplinar (PAD) será primeiramente afastado e colocado em disponibilidade. Contudo, a exoneração final do cargo exigirá a confirmação posterior por meio de uma decisão proferida pelo Poder Judiciário.

Adequação ao entendimento do STF

A atualização normativa adequa o conselho ao entendimento estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Suprema Corte determinou a extinção do benefício com remuneração proporcional, condicionando a demissão sem vencimentos a um processo judicial específico movido pela Advocacia-Geral da União (AGU).

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Durante a deliberação, o presidente do conselho, ministro Edson Fachin, ressaltou que a medida simboliza uma profunda transformação na fiscalização do Judiciário, abordando o tema com a atenção e a complexidade necessárias.

Histórico de punições na magistratura

Desde a sua criação em 2005, o CNJ aplicou a pena de afastamento remunerado para 126 magistrados. Anteriormente, o colegiado seguia as diretrizes da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), mantendo o recebimento dos salários mesmo após a condenação por infrações graves.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes - Repórter da Agência Brasil
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