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Segunda-feira, 14 de Setembro 2026
Política

Ciência e inovação seguem ausentes dos debates eleitorais, alerta SBPC

Entidade científica aponta que crises políticas monopolizam a atenção e deixam de lado o planejamento estratégico do país.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Ciência e inovação seguem ausentes dos debates eleitorais, alerta SBPC
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A ciência brasileira continua fora do radar das campanhas eleitorais atuais, segundo avaliação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Enquanto denúncias e embates políticos dominam o noticiário nacional, desafios estratégicos urgentes — como a transição energética e o envelhecimento populacional — permanecem ignorados pelos candidatos.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da SBPC, Francilene Garcia, destacou que o país enfrenta uma falsa dicotomia. Para a pesquisadora, há uma imposição equivocada de que a sociedade precisa escolher entre fiscalizar a integridade institucional ou debater um projeto sólido de desenvolvimento para o futuro.

Desafios ignorados nas urnas

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Historicamente, a pauta científica ocupa um espaço secundário nas disputas eleitorais do país. Exceções pontuais ocorreram durante momentos críticos, a exemplo da pandemia de covid-19 em 2020 e das recentes tragédias climáticas registradas em diferentes regiões brasileiras nos últimos anos.

Contudo, no atual cenário, temas vitais como a exploração regulamentada de minerais críticos, a transformação digital e a prevenção contra novas crises sanitárias não ganharam o engajamento necessário por parte da classe política e dos postulantes a cargos públicos.

Impacto do Observatório das Eleições

Para tentar reverter esse cenário de esvaziamento, a SBPC lançou o Observatório das Eleições. A iniciativa reuniu mais de cem propostas concretas de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento nacional, buscando qualificar o diálogo com os candidatos.

Apesar dos esforços da entidade, o engajamento institucional tem sido limitado. A presidência da instituição reforça que o foco excessivo em disputas de versões e crises momentâneas afasta o eleitorado das discussões fundamentais para garantir a soberania do Brasil na próxima década.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil