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Antônio Brasileiro da Silva Neto, de 34 anos, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho no Ceará, foi preso na tarde desta quarta-feira (22) em Chapada dos Guimarães/MT.
Ele estava foragido e foi localizado após uma ação conjunta das polícias do Ceará e de Mato Grosso.
De acordo com as investigações, o suspeito se escondia em um condomínio na região do Lago do Manso, onde construía uma mansão de alto padrão. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram o imóvel ainda em obras, com estrutura que indica padrão elevado, incluindo área de lazer.
Contra Antônio, havia dois mandados de prisão em aberto por homicídio e um por organização criminosa. Segundo o delegado Marco Aurélio de França, responsável pelo caso, os crimes atribuídos ao suspeito são considerados "cruéis". “No momento da abordagem, ele estava em posse ilegal de uma arma adaptada, com potencial de causar danos a qualquer pessoa. Nós apreendemos, junto com a pistola, celulares e vamos investigar a possibilidade de lavagem de dinheiro e tráfico. [...] A casa estava sendo construída possivelmente com o objetivo de ele se estabelecer aqui, com piscina e toda uma estrutura”, comentou o delegado.
No momento da abordagem, ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma. Ainda conforme a polícia, o investigado estava com uma arma automática adaptada, de alto poder destrutivo, além de aparelhos celulares que foram apreendidos para auxiliar nas investigações.
As equipes de inteligência apontaram que o criminoso estava escondido em uma área rural de difícil acesso, o que reforça a estratégia de fuga e tentativa de se estabelecer no estado. A suspeita é de que a construção da mansão fazia parte de um plano para fixar residência no local.
A polícia também investiga a possível prática de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, diante do padrão de vida apresentado pelo suspeito.
Antônio permanecerá à disposição da Justiça do Ceará.
Histórico
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, o suspeito já havia sido preso anteriormente, em 9 de maio de 2023, também em Cuiabá, durante a operação “Jogo Incerto”, que investigava a atuação de uma organização criminosa.
Na ocasião, ele foi apontado como uma das lideranças do grupo e possuía uma extensa ficha criminal, com passagens por homicídio, tentativa de homicídio e tráfico de drogas. Após a prisão, foi encaminhado ao Ceará, onde as investigações tiveram continuidade para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.