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Quinta-feira, 01 de Outubro 2026
Economia

Carne bovina brasileira sofre tarifa de 67% ao entrar na China

Esgotamento da cota anual gera preocupação em frigoríficos, que já planejam estratégias para os embarques de 2027.

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Por Pagina1mt
Carne bovina brasileira sofre tarifa de 67% ao entrar na China
© Arquivo/Agência Brasil
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A carne bovina brasileira passou a enfrentar uma alíquota total de 67% para ingressar no mercado da China nesta quinta-feira (1º). Essa sobretaxa ocorre porque o Brasil esgotou o limite anual de exportações estipulado pelos chineses, somando uma cobrança adicional de 55% à taxa regular de 12%.

Com o atingimento da marca de 1,106 milhão de toneladas previstas para 2026, o setor produtivo nacional busca alternativas. Para o próximo ano, o teto sobe para 1,128 milhão de toneladas, mas lideranças estimam que o esgotamento ocorra logo no início do período, entre março e abril.

Impacto imediato e histórico

O território chinês consolida-se como o principal destino da proteína animal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o país importou 8,2 milhões de toneladas, gerando US$ 42,3 bilhões. A alta dependência desse destino acende alertas sobre o fluxo de caixa das empresas.

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Diante desse cenário, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) avalia antecipar operações.

Estratégia para 2027

A entidade discute a antecipação de abates para outubro e embarques para novembro. Como o transporte marítimo dura até 45 dias, a carga chegaria ao destino em janeiro de 2027, garantindo o aproveitamento imediato da nova cota.

  • abates podem ser realizados ainda em outubro;
  • embarques estão previstos para novembro;
  • a viagem marítima entre os dois países leva de 40 a 45 dias;
  • a expectativa é que a carne chegue à China em janeiro de 2027.

Paralelamente, a Abiec debate com o governo federal uma divisão interna da cota de 2027. A intenção é fracionar os volumes para evitar concentração em poucas marcas, mesmo após a autorização recente de novas unidades de Minas Gerais e Pernambuco.

Protecionismo e cenário global

A política de cotas funciona como blindagem comercial adotada pela China para proteger sua produção interna, afetando diversos exportadores globais. O Brasil, contudo, responde por mais de 40% das compras externas chinesas do produto.

Esse panorama coincide com uma queda estimada de 10% nas exportações totais de carne do Brasil em 2026, pressionadas também por barreiras impostas pela União Europeia.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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