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Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Economia

Boletim Focus mostra estabilidade nas projeções de inflação e PIB

Expectativas do mercado financeiro para juros e câmbio seguem sem alterações significativas nesta semana, aponta relatório do Banco Central.

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Por Pagina1mt
Boletim Focus mostra estabilidade nas projeções de inflação e PIB
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O mais recente Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central, apontou estabilidade nas estimativas do mercado financeiro para a inflação, o crescimento da economia, a taxa Selic e o câmbio em relação à semana anterior.

Para o ano de 2026, os analistas mantiveram a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 5,02%. No mesmo período, o avanço estimado para o Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu fixado em 1,98%, enquanto as cotações do dólar e da taxa básica de juros continuaram projetadas em R$ 5,20 e 13,75% ao ano.

A estimativa de inflação permanece acima do centro da meta contínua estipulada pela autoridade monetária. Para conter a alta dos preços e estabilizar a economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) utiliza a elevação da taxa Selic como instrumento para desacelerar o consumo e encarecer o crédito.

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Ajustes nas estimativas para 2027

O relatório apresentou pequenas revisões para os indicadores de 2027. A expectativa para o IPCA subiu ligeiramente de 4,22% para 4,24%, e a previsão para a cotação do dólar passou de R$ 5,28 para R$ 5,29. Por outro lado, a expansão projetada do PIB recuou de 1,52% para 1,50%, enquanto a Selic foi mantida em 12% ao ano.

Publicado semanalmente pelo Banco Central, o levantamento compila os dados fornecidos por mais de cem instituições financeiras para acompanhar as tendências macroeconômicas do país.

Desempenho segundo o IBGE

Paralelamente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA avançou apenas 0,07% em julho, assinalando o quarto mês consecutivo de desaceleração. Com esse resultado, o acumulado em 12 meses atingiu 4,44%, recolocando o indicador dentro do teto do intervalo de tolerância da meta contínua do Banco Central.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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