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Um homem foi morto na noite desta quarta-feira (20.08), no bairro São João Del Rey, em Cuiabá. A vítima foi encontrada sem vida na calçada, enrolada em piscina de plástico. Na casa, segundo o delegado responsável pelo caso, Nilson Farias, havia grande quantidade de sangue espalhada pelo local. O principal suspeito, conhecido como “Jiló”, foi preso em flagrante pela Polícia Civil.
"Inicialmente, o suspeito identificado como 'Calango' havia sido preso em flagrante, mas, após diligências, ficou comprovado que o crime foi praticado por outro homem, conhecido como Jiló", disse Farias.
Segundo o delegado, Calango confessou que o homicídio aconteceu dentro da própria residência, mas negou participação direta. Ele apontou Jiló como o autor do crime. Localizado pela equipe, Jiló admitiu informalmente ter desferido o golpe de faca que tirou a vida da vítima.
“O Calango será colocado em liberdade, uma vez que não participou do homicídio. Já o Jiló foi autuado em flagrante por confessar que atingiu a vítima com a faca, resultando na morte”, explicou o delegado.
De acordo com o relato, a vítima, Jiló e Calango passaram o dia ingerindo bebida alcoólica. Em determinado momento, após uma discussão banal, Jiló se irritou com algo que a vítima teria dito e a atacou com uma faca, causando sangramento intenso e a morte.
Para tentar ocultar o crime, ele lavou parte da cena e arrastou o corpo para fora da casa, colocando em uma piscina de plástico. Ao contrário do que se pensava inicialmente, não houve transporte em veículo: o corpo foi apenas arrastado para fora, deixado de forma improvisada como se fosse um saco de lixo.
O delegado ressaltou ainda a frieza dos envolvidos. “Após o homicídio, Jiló e Calango simplesmente foram a um bar beber, como se nada tivesse acontecido”, disse.
Segundo Farias, o consumo excessivo de álcool contribuiu para o desentendimento e para a tentativa de encobrimento. Apesar de ter presenciado os fatos, Calango reforçou que não participou do crime e apenas ajudou a limpar parte do local.
Questionado sobre o motivo do crime, Jiló não soube esclarecer. “Ele não apresentou nenhuma motivação plausível. A princípio, tratou de uma reação impulsiva sob efeito de álcool. Faremos o interrogatório formal para detalhar as circunstâncias”, completou o delegado.