A Anvisa determinou nesta segunda-feira (21) a apreensão de um lote falsificado do medicamento Phesgo, utilizado no tratamento contra o câncer de mama, além de três lotes falsos da toxina botulínica Dysport.
As resoluções publicadas pelo órgão regulador também contemplam a suspensão de publicidades irregulares envolvendo fórmulas manipuladas e a proibição da venda de itens à base de cannabis sem o aval sanitário adequado.
Falsificações identificadas
A farmacêutica Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos comunicou à agência sobre a circulação de unidades com divergências em relação ao padrão original. A proibição recai unicamente sobre o lote B5011B05, fabricado em junho de 2025.
Conforme o órgão fiscalizador, tais itens não podem ser comercializados, armazenados ou aplicados. Profissionais da saúde e pacientes precisam checar os dados do lote antes do uso clínico.
Toxina botulínica
A agência proibiu ainda a distribuição e o uso de lotes falsificados do remédio Dysport, aplicado em procedimentos estéticos e terapêuticos. A empresa Beaufour Ipsen Farmacêutica negou a autoria dos lotes P08191, P08192 e P22368.
A recomendação oficial é descartar o uso desses materiais e reportar qualquer suspeita às autoridades competentes imediatamente.
Propagandas suspensas
A medida alcançou a divulgação de remédios manipulados da Queen Pharma Aesthetic e da Farmácia Malheiro, focados em estética e emagrecimento, que violavam as normas vigentes de publicidade.
Produtos de cannabis
A entidade baniu a comercialização de mercadorias à base de cannabis divulgadas por canais não identificados sem o registro obrigatório no país.