Um adolescente, de 16 anos, foi apreendido na noite desta terça-feira (29) após ser flagrado com uma porção de substância análoga à maconha dentro da Escola Estadual Ignácio Schevinski, no bairro São Domingos, após a PM ser acionada pela suspeita de que um aluno estivesse com drogas dentro da escola.
Ao chegarem ao local, os policiais foram informados que alguns alunos estavam em uma movimentação estranha saindo do banheiro antes do horário do intervalo. Como já haviam sido registradas situações envolvendo cigarros eletrônicos no ambiente escolar, a PM foi acionada e foi percebido um volume no bolso do adolescente. Na verificação, foi encontrada uma porção de substância com características semelhantes à maconha, com peso aproximado de 10 gramas.
O adolescente teria afirmado inicialmente que estava indo ao banheiro para fazer uso da droga. Porém, imagens do sistema de monitoramento da escola mostraram uma movimentação diferente.
Segundo as imagens. o aluno teria saído da sala de aula, seguido até o banheiro e, em seguida, chamado outros alunos que estavam próximos, onde um aluno permaneceu próximo à porta, aparentemente observando a movimentação enquanto os demais estavam dentro do banheiro.
Celular levantou nova suspeita
A mãe do adolescente foi chamada e compareceu à escola para acompanhar os procedimentos.
Durante o atendimento da ocorrência, ela pediu que o filho entregasse o aparelho celular e ao verificar o telefone, teriam sido encontradas conversas pelo WhatsApp, fotografias de entorpecentes e comprovantes de transferências via Pix que levantaram suspeita de possível envolvimento com a comercialização de drogas e com organização criminosa.
Ao ser questionado pela mãe sobre a situação, o adolescente teria dito que estaria vendendo para pagar o próprio aparelho celular.
A Polícia Militar apreendeu o telefone e o material entorpecente relacionados à ocorrência. O adolescente foi encaminhado para os procedimentos cabíveis acompanhado pela mãe.
O caso deverá seguir sob apuração das autoridades competentes, que deverão analisar o conteúdo do aparelho e esclarecer se havia efetivamente comercialização de drogas e eventual participação de outras pessoas.