Deputados federais da base governista e da oposição debateram intensamente, durante a sessão do Plenário realizada nesta quarta-feira (28), temas como a reeleição de Lula e a recente viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos.
Parlamentares governistas questionaram a permanência do senador no exterior. Segundo eles, a ausência representaria um abandono da liderança da oposição. Por outro lado, aliados do senador alegam que a viagem ocorreu a convite de autoridades estrangeiras e afirmam que ele enfrenta perseguição política no Brasil.
Defesa da agenda governista
O deputado Merlong Solano (PT-PI) declarou que o presidente Lula deve concentrar energias na conclusão de seu mandato atual e na preparação para o próximo período administrativo.
Solano ressaltou conquistas econômicas recentes, como a ampliação do limite de faturamento do MEI e o perdão de débitos fiscais. Ele também mencionou facilidades trazidas pelo programa Desenrola 3 e a criação do NanoMei para trabalhadores sem CNPJ.
Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), a manifestação das urnas reafirma a solidez democrática do país. Já o parlamentar Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) avaliou que o senador abriu mão de atuar ativamente na articulação oposicionista.
Contraponto da oposição
Representantes dos partidos de oposição rejeitaram as acusações e defenderam a estadia do senador fora do território nacional.
O deputado Giovani Cherini (PL-RS) afirmou que a Polícia Federal confirmou a legalidade da saída. Segundo Cherini, o deslocamento ocorreu a convite do presidente americano Donald Trump devido a supostas perseguições judiciais enfrentadas no Brasil.
No mesmo sentido, a deputada Priscila Costa (PL-CE) rechaçou a tese de decepção do eleitorado conservador. O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) também apoiou a decisão, comparando-a a episódios históricos de exílio por segurança.