Foi revelada a lista de autoridades, advogados e empresários investigados pela Polícia Federal por um suposto esquema envolvendo um acordo milionário entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A.
O documento consta em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a Operação Heritage, deflagrada hoje (6), para apurar a suposta prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, peculato, lavagem de dinheiro e uso indevido de informação privilegiada.
Confira os nomes:

Reprodução/ Repórter MT
De acordo com a decisão, há indícios de que a operação financeira tenha sido utilizada para viabilizar o desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos. O suposto esquema teria utilizado uma estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas para ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos valores.
Na manhã de hoje (6), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil), atualmente candidato ao Senado Federal, e da esposa dele, Virginia Mendes (União Brasil), candidata à deputada federal.
O desembargador Ricardo Gomes de Almeida, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, também foi alvo da operação e teve o passaporte apreendido durante o cumprimento das medidas judiciais.
Além disso, os agentes estiveram no gabinete da subprocuradora-geral Administrativa e de Controle Interno da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Fabíola Paulino Garcia, irmã do deputado federal Fabio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador de Mato Grosso nas eleições deste ano.
Diante dos mandados de busca e apreensão cumpridos hoje, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) divulgou nota informando que irá colaborar com todas as solicitações da investigação. O órgão afirmou ainda que acompanha o caso com tranquilidade e acredita que os fatos serão totalmente esclarecidos.
Outro lado
Em posicionamento oficial, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) declarou que confia nos trabalhos da Polícia Federal (PF) e que prestará todo o auxílio necessário para o esclarecimento integral das tratativas do contrato.
Em nota, a defesa de Rabaneda esclareceu que o envolvimento do conselheiro com os fatos apurados decorre estritamente de sua atuação prévia como advogado, em período anterior à sua licença do exercício da profissão para tomar posse no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Segundo o texto, ele prestou serviços jurídicos nas negociações do acordo com a concessionária de telefonia e todos os honorários recebidos foram pactuados via contrato escrito e formalmente declarados às autoridades competentes.
Em nota divulgada à imprensa, o Tribunal de Justiça informou que não houve cumprimento de mandados ou qualquer ação na sede do Poder Judiciário Estadual. Segundo o comunicado, Ricardo Gomes de Almeida foi mencionado na investigação e a medida determinada contra ele, no âmbito da operação, foi a retenção do passaporte. “O Poder Judiciário de Mato Grosso permanece à disposição para colaborar com as autoridades competentes, caso seja solicitado”, informou a Corte.
Os demais alvos não se manifestaram.