O influencer e ex-BBB Juliano Floss apareceu esta semana em vídeos e fotos nas redes sociais usando uma peça de roupa íntima apelidada de "cuelcinha", chamada assim por misturar o desenho de uma cueca com tecido de calcinha. No caso, a modelagem lembra uma samba-canção fabricada em renda transparente.
O item é parte de nova coleção da marca Maldito Paris, tocada pelo estilista mineiro Francisco Terra, radicado em Paris (e para quem Floss desfilou esta semana). O modelo usado por Floss, chamado "samba-canção cropped" foi vendido pelo valor de R$ 250 em um espaço de venda temporário no Edifício Copan, em São Paulo, que fica aberto até esta sexta (31).
Terra conta à GQ Brasil que disponibilizará um novo estoque da peça na semana que vem. "A primeira produção ficou sold out", diz.
A marca do estilista comercializa um vestuário que alia moda e artes visuais - há, por exemplo, cachecóis em forma de ratos de pelúcia e cigarros e um pingente com embalagem de camisinha. Terra, por sua vez, já vestiu o grupo Katseye, e as atrizes Marina Ruy Barbosa e Sabrina Sato.
O produtor musical S4TAN foi um dos compradores da samba-canção rendada e mostrou a seus seguidores como é usar a peça em publicação nas redes sociais, realizada nesta quarta-feira (29). O produtor contou que preferiu usá-la como sobreposição, por cima de outra roupa íntima. "Ela é realmente muito transparente", comenta.
Juliano Floss atraiu críticos e apoiadores após publicar as imagens com a "cuelcinha". Destaque da repercussão foi um vídeo do influenciador Pedro Ortega, também ex-participante de reality, ironizando a roupa íntima do namorado de Marina Sena, publicado nesta segunda-feira (25).
De acordo com o jornal Extra, o ex-BBB Jonas Sulzbach fez coro à crítica com emojis de gargalhada nos comentários do post de Ortega, mas acabou apagando a mensagem após ser alvo de internautas que defendem Floss. Na esteira do vídeo irônico, internautas se posicionaram em favor do visual. "Mais bonita que as minhas" , diz uma comentarista. "Imagina fazer um post incomodado com a cueca alheia", comenta outro.
A "cuelcinha", no entanto, não é tema de hoje. Ainda em 2012, uma marca tocada pelo empreendedor Eduardo Gouveia apostava no conceito. “Buscava atingir um público de homens gays que quisessem usar algo mais refinado que a calcinha da mulher. Chegamos a vender umas 200 unidades, mas não acertamos o produto”, lembrou à GQ Brasil em conversa recente. “Temos até hoje o registro da categoria. O negócio chamou atenção na época, mas não funcionou.”