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Quinta-feira, 24 de Setembro 2026
Justiça

TSE nega registro de candidatura de Arruda ao governo do DF

Plenário manteve inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, mas impacto nas urnas ainda gera dúvidas técnicas.

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Por Pagina1mt
TSE nega registro de candidatura de Arruda ao governo do DF
© Pedro França/Agência Senado
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Por 5 votos a 2, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recusou nesta quinta-feira (24) o recurso apresentado pelo candidato José Roberto Arruda (PSD), barrando sua tentativa de concorrer ao governo do DF nas eleições deste ano.

Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Dias Toffoli.

A maioria dos ministros concluiu que o político está inelegível devido a condenações colegiadas por improbidade administrativa.

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Com a decisão, a exclusão do nome do político deve ser feita rapidamente.

No entanto, a viabilidade técnica dessa alteração ainda é incerta.

Isso acontece porque o lacre das urnas eletrônicas teve início na última terça-feira (23).

Mais de mil equipamentos já passaram por esse procedimento, que bloqueia novas modificações nos dados inseridos.

A defesa do ex-governador tentava reverter a negativa imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

O bloqueio anterior decorria das condenações ligadas à Operação Caixa de Pandora, investigada em 2009.

Argumentos da defesa e da acusação

Os advogados sustentavam que mudanças recentes na Lei da Ficha Limpa garantiam o direito de disputa.

A tese central apontava que as sete condenações seriam conexas, permitindo apenas um marco inicial para a inelegibilidade.

Durante a sessão, a defesa reforçou que, na dúvida, deveria prevalecer a democracia.

Em contrapartida, o Ministério Público Eleitoral apontou interpretações equivocadas por parte dos defensores.

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, ressaltou o acúmulo de sete condenações por atos dolosos com enriquecimento ilícito.

Em seu voto, o ministro Dias Toffoli frisou que as causas de inelegibilidade permanecem válidas, independentemente de polêmicas legislativas.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil