O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a um pedido da Polícia Federal e instaurou um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso Dark Horse. A investigação apura se o parlamentar participou de crimes financeiros para captar recursos destinados à cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A inclusão do parlamentar na lista de investigados ocorreu após suspeitas de que R$ 61 milhões teriam sido disponibilizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do Banco Master, a pedido do senador. A Polícia Federal investiga possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas no processo de financiamento do longa-metragem.
Desdobramentos e colaboração premiada
A apuração, que conta com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR), também cita o ex-deputado Eduardo Bolsonaro como possível beneficiário das quantias. Recentemente, Mendonça retirou o segredo de Justiça de procedimentos derivados da Operação Compliance Zero por orientação do presidente do STF, ministro Edson Fachin, mantendo sigilosas apenas as diligências em andamento.
Em outro avanço das investigações, o relator homologou o acordo de delação premiada do doleiro Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como "Mineiro". Ele é apontado como o operador financeiro responsável por efetuar repasses em dinheiro vivo para a produção cinematográfica.
Áudios e posicionamento da defesa
O caso ganhou tração após a divulgação de gravações pelo portal The Intercept Brasil, nas quais o senador dialoga com Vorcaro sobre verbas para o filme. O parlamentar não negou a autenticidade dos áudios e sustenta que a busca por apoio privado para a produção não configura qualquer tipo de ilícito.
