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Sexta-feira, 04 de Setembro 2026
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Rio de Janeiro perde R$ 69 milhões com furto de cabos nos últimos cinco anos

Forças de segurança miram ferros-velhos na zona norte para conter prejuízos milionários na iluminação pública e no trânsito carioca.

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Por Pagina1mt
Rio de Janeiro perde R$ 69 milhões com furto de cabos nos últimos cinco anos
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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Uma força-tarefa entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e as Forças de Segurança iniciou, nesta quarta-feira (2), uma ofensiva contra o furto de cabos de cobre na capital fluminense. A iniciativa visa frear um prejuízo que já soma R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais entre os anos de 2021 e 2025, combatendo diretamente os receptadores do material.

A ação marca a estreia operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre. O foco principal do grupo é desestruturar a cadeia logística do crime, fiscalizando e interditando estabelecimentos que compram o material roubado de concessionárias e órgãos públicos.

Prejuízos milionários no trânsito e na iluminação

Os danos causados pelo vandalismo afetam serviços essenciais. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) contabilizou o furto de quase 500 quilômetros de fiação de semáforos, gerando um prejuízo de R$ 27 milhões. Já a RioLuz, responsável pela iluminação pública, registrou perdas de R$ 42 milhões com a subtração de mais de 1,8 quilômetro de cabeamento elétrico.

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Durante as diligências no bairro do Sampaio, na zona norte do Rio, os agentes atuaram na Rua Alzira Valdetaro. No local, dois ferros-velhos foram desapropriados. A prefeitura planeja utilizar o espaço para a implementação de políticas públicas voltadas à regularização ambiental e urbanística da região.

Na mesma região, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, na Avenida Marechal Rondon, as equipes demoliram uma estrutura irregular usada como ferro-velho clandestino. Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, as ações contra os receptadores são fundamentais para sufocar o mercado ilegal de cobre.

O subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, ressaltou que a região do Grande Méier é uma das mais afetadas pelo vandalismo. De acordo com Araújo, a atuação criminosa prejudica o trânsito e a rotina dos moradores, tornando inviável qualquer esforço de manutenção sem que haja o fechamento definitivo desses pontos de receptação.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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