Uma força-tarefa entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e as Forças de Segurança iniciou, nesta quarta-feira (2), uma ofensiva contra o furto de cabos de cobre na capital fluminense. A iniciativa visa frear um prejuízo que já soma R$ 69 milhões aos cofres públicos municipais entre os anos de 2021 e 2025, combatendo diretamente os receptadores do material.
A ação marca a estreia operacional do Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos e fiação de cobre. O foco principal do grupo é desestruturar a cadeia logística do crime, fiscalizando e interditando estabelecimentos que compram o material roubado de concessionárias e órgãos públicos.
Prejuízos milionários no trânsito e na iluminação
Os danos causados pelo vandalismo afetam serviços essenciais. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) contabilizou o furto de quase 500 quilômetros de fiação de semáforos, gerando um prejuízo de R$ 27 milhões. Já a RioLuz, responsável pela iluminação pública, registrou perdas de R$ 42 milhões com a subtração de mais de 1,8 quilômetro de cabeamento elétrico.
Durante as diligências no bairro do Sampaio, na zona norte do Rio, os agentes atuaram na Rua Alzira Valdetaro. No local, dois ferros-velhos foram desapropriados. A prefeitura planeja utilizar o espaço para a implementação de políticas públicas voltadas à regularização ambiental e urbanística da região.
Na mesma região, sob o Viaduto Armando Coelho de Freitas, na Avenida Marechal Rondon, as equipes demoliram uma estrutura irregular usada como ferro-velho clandestino. Segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, as ações contra os receptadores são fundamentais para sufocar o mercado ilegal de cobre.
O subprefeito da zona norte, Douglas Araújo, ressaltou que a região do Grande Méier é uma das mais afetadas pelo vandalismo. De acordo com Araújo, a atuação criminosa prejudica o trânsito e a rotina dos moradores, tornando inviável qualquer esforço de manutenção sem que haja o fechamento definitivo desses pontos de receptação.
