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Sexta-feira, 04 de Setembro 2026
Política

Novas leis para o futebol feminino preparam o Brasil para a Copa de 2027

Medidas aprovadas pelo Congresso garantem isenções fiscais e regulamentam direitos para o mundial, enquanto novos projetos buscam incentivar a base.

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Por Pagina1mt
Novas leis para o futebol feminino preparam o Brasil para a Copa de 2027
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Congresso Nacional aprovou recentemente medidas decisivas para estruturar o futebol feminino no Brasil, viabilizando a realização da Copa do Mundo de 2027 no país. As novas legislações buscam garantir a infraestrutura necessária para o evento esportivo e estabelecer políticas de incentivo de longo prazo para as atletas brasileiras.

Entre as normas sancionadas, a Lei Complementar 232/26 autoriza as oito cidades-sede a conceder isenção de ISS para as empresas organizadoras. Complementarmente, a Lei 15.421/26, conhecida como Lei Geral da Copa Feminina, define as atribuições e deveres da União e da Fifa durante o torneio.

A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da proposta na Câmara, apontou que o evento impulsionará o turismo, gerará empregos e deixará um legado de infraestrutura esportiva. Segundo a parlamentar, a competição ajudará a descentralizar e fomentar a prática esportiva entre as mulheres em todo o território nacional.

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Regras do torneio e divergências

A Lei Geral estabelece diretrizes sobre segurança, venda de ingressos, vistos para estrangeiros e exploração comercial. Apesar da aprovação, a medida enfrentou críticas do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP), que questionou os reais benefícios econômicos de sediar o torneio, citando o exemplo da Copa de 2014.

Por outro lado, Aline Pellegrino, diretora da Fifa e ex-atleta, ressaltou o impacto positivo da liderança feminina, que ocupa 70% dos cargos operacionais da organização. Para ela, o evento consolida a presença das mulheres em posições de tomada de decisão dentro e fora dos gramados.

Contexto histórico e novos projetos

O futebol praticado por mulheres enfrentou barreiras legais no Brasil, sendo proibido pelo Decreto-Lei 3.199/41 até sua regulamentação em 1983. Hoje, o país celebra conquistas históricas, como o recorde da atacante Marta, maior artilheira das Copas com 17 gols marcados.

Para o futuro, a Câmara analisa propostas como o PL 4578/25 contra a discriminação de gênero. Outro projeto, o PL 2839/26, do deputado Marcos Braz (PSDB-RJ), propõe a obrigatoriedade de cotas para meninas em escolinhas de futebol que recebem verba federal, visando fortalecer as categorias de base.

Por fim, o marco legal da modalidade (PL 3968/24), idealizado pela ex-deputada Carla Ayres (SC), segue em tramitação legislativa. A Copa de 2027 será disputada entre junho e julho em oito capitais brasileiras, marcando a primeira edição do torneio na América do Sul.

Acompanhe mais detalhes sobre a tramitação de projetos de lei no portal da Câmara.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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