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Os preços da mandioca interromperam uma sequência de dez semanas consecutivas de queda e voltaram a registrar alta em parte das regiões produtoras do país, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (22.06) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com o Cepea, apesar da melhora das condições climáticas na maior parte das regiões acompanhadas, a colheita e a comercialização da mandioca avançaram em ritmo inferior ao esperado. O cenário resultou em menor disponibilidade de raízes de segundo ciclo em algumas áreas produtoras.
Outro fator que contribuiu para a reação dos preços foi a decisão de parte dos produtores de priorizar as atividades de plantio em vez da colheita, equilibrando a relação entre oferta de matéria-prima e demanda da indústria.
O Centro de Pesquisas também aponta que a maior parte dos produtores tem sinalizado redução da área cultivada de mandioca neste ano. Entre os principais motivos estão a menor disponibilidade de terras, os elevados custos de arrendamento — especialmente no Paraná —, o aumento das despesas com insumos e a baixa rentabilidade observada nas últimas safras.
No médio prazo, o Cepea alerta que a previsão de um fenômeno El Niño de forte intensidade poderá trazer novos impactos para a produção da raiz. Na região Centro-Sul, a alternância entre períodos de chuva e veranicos pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Já no Nordeste, a redução das precipitações pode alterar o fluxo de comercialização e gerar reflexos nos preços da mandioca.