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Sexta-feira, 28 de Agosto 2026
Economia

Prazo para envio de dados de transparência salarial termina nesta segunda-feira

Companhias com mais de 100 colaboradores devem atualizar o Portal Emprega Brasil para evitar penalidades financeiras.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Prazo para envio de dados de transparência salarial termina nesta segunda-feira
© Wilson Dias/Agência Brasil
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A entrega de informações sobre remunerações voltada à transparência salarial pelas empresas privadas com 100 ou mais colaboradores encerra-se na próxima segunda-feira (31). Tais dados serão aplicados na formulação do sexto relatório oficial pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Essa obrigação legal recai sobre organizações de grande porte que precisam acessar o Portal Emprega Brasil. O procedimento exige autenticação prévia na plataforma digital Gov.br para o envio correto das planilhas.

O material gerado semestralmente reúne indicadores comparativos entre gêneros. O levantamento abrange remuneração média, planos de carreira e iniciativas de apoio à parentalidade e diversidade nas corporações.

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Quem descumprir o prazo estipulado duas vezes ao ano enfrentará sanções financeiras. As penalidades podem atingir até 3% da folha de salários, respeitando o limite máximo de 100 salários mínimos.

Regulamentação e diretrizes

A exigência cumpre as diretrizes da Lei da Igualdade Salarial (nº 14.611/2023). A norma estabelece o pagamento equivalente para funções idênticas ou trabalhos de igual valor, sem distinção de gênero.

A medida alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). A meta global busca assegurar a equidade de gênero e o empoderamento feminino até 2030.

Impacto dos dados coletados

O documento estatístico viabiliza comparações sobre a ocupação de cargos de chefia e direção. Outras variáveis analisadas incluem faixa etária, raça e etnia, preservando sempre o sigilo dos dados pessoais.

Após a emissão oficial pelo MTE, as companhias devem divulgar o material em suas redes sociais ou sites. A comprovação dessa publicação precisa ocorrer na mesma plataforma governamental até o final de setembro.

Identificadas disparidades de remuneração, os empregadores ficam obrigados a estruturar planos de correção. Esses programas devem conter metas claras e prazos definidos para solucionar as distorções.

O levantamento anterior divulgado pelo MTE indicou que as mulheres ganham, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado. O estudo considerou informações repassadas por cerca de 53 mil empresas.

Validação jurídica

O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a validade das regras da legislação em maio. A corte julgou constitucionais as normas que sustentam o controle remuneratório no país.

As ações que contestavam a norma foram julgadas improcedentes. Em contrapartida, medidas de entidades sindicais reforçaram o respaldo legal da exigência governamental em vigor.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
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