Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Economia

Poupança registra entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio

Pela primeira vez no ano, a caderneta de poupança apresentou mais depósitos do que saques, revertendo tendência de retiradas observada nos últimos anos.

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Poupança registra entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio
© Marcello Casal JrAgência Brasil
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A caderneta de poupança apresentou um saldo positivo em maio deste ano, com um fluxo de entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Este resultado, divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC), marca a primeira vez em 2024 que os depósitos superaram os saques, revertendo uma tendência de saídas observada em períodos anteriores.

Em maio, os valores depositados na poupança atingiram R$ 368,4 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 365,8 bilhões. Adicionalmente, os rendimentos creditados nas contas totalizaram R$ 6,2 bilhões, elevando o saldo total da aplicação para pouco mais de R$ 1 trilhão.

Essa entrada líquida em maio interrompe um ciclo de retiradas que vinha sendo registrado nos anos recentes. Em 2023, as retiradas líquidas acumularam R$ 87,8 bilhões, e no ano passado, o saldo negativo atingiu R$ 15,5 bilhões, com um déficit anual de R$ 85,6 bilhões em 2023.

Leia Também:

No acumulado dos primeiros cinco meses de 2024, a poupança ainda registra uma saída líquida de R$ 39,1 bilhões. Um dos fatores que contribuem para essa dinâmica é a taxa Selic, que tem permanecido em patamares elevados, incentivando a busca por investimentos com maior rentabilidade.

A taxa básica de juros, Selic, esteve em 15% ao ano entre junho de 2023 e março deste ano, o nível mais alto em quase duas décadas.

Na reunião de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC efetuou um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, a segunda redução consecutiva, estabelecendo-a em 14,5% ao ano. Apesar de pressões inflacionárias e incertezas geopolíticas, o Banco Central prosseguiu com o ciclo de afrouxamento monetário, sem antecipar os próximos passos.

A Selic é a principal ferramenta do BC para controlar a inflação e atingir a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de preços no Brasil. Juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, ajudando a conter a demanda e, consequentemente, os preços.

Em abril, a inflação oficial foi de 0,67%, impulsionada principalmente pela alta nos preços dos alimentos. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,39%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mantendo-se dentro do intervalo da meta de inflação.

A divulgação do índice de inflação de maio pelo IBGE está prevista para a próxima sexta-feira, dia 12.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR