A polícia federal abriu investigações para apurar se a redução na circulação de ônibus no segundo turno do último domingo (25) prejudicou o deslocamento de eleitores. A medida abrange inquéritos em Sergipe, São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí.
O objetivo central da corporação é verificar as circunstâncias por trás da queda na frota disponível. A intenção é esclarecer se houve ação deliberada para impedir ou dificultar o sufrágio, conduta que pode resultar em pena de seis meses de prisão e multa, conforme o Código Eleitoral.
Em coletiva realizada no domingo, o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, destacou que o órgão atua em parceria com os tribunais regionais eleitorais, o Ministério Público Eleitoral e outras forças policiais.
As diligências em curso envolvem a oitiva de testemunhas e averiguações diretas nos locais afetados. O impacto na mobilidade urbana levou a campanha do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a solicitar a extensão do pleito.
O pedido foi aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), resultando na prorrogação da votação por duas horas, até as 19h.
Até o início da noite do mesmo dia, o balanço parcial da PF contabilizou três inquéritos instaurados, 44 termos circunstanciados e 56 pessoas conduzidas a delegacias por infrações variadas, predominando casos de violação do sigilo do voto, propaganda irregular e desobediência eleitoral.