O Novo Desenrola, iniciativa do governo federal destinada à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já alcançou a marca de mais de 6 milhões de beneficiados nos primeiros dias de sua operação. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que destacou o impacto positivo do programa na vida de milhões de brasileiros.

Desse total expressivo, aproximadamente 4 milhões de pessoas conseguiram quitar seus débitos. Durigan detalhou, em entrevista ao portal UOL nesta terça-feira (9), que grande parte desses casos envolve “dívidas pequenas de até R$ 100”, evidenciando o foco em auxiliar os cidadãos a regularizarem sua situação financeira.

O principal objetivo do Novo Desenrola Brasil é combater a inadimplência e impulsionar a recuperação do crédito no país. A ação visa, sobretudo, atender brasileiros de baixa e média renda, com ênfase em quem possui rendimento de até cinco salários mínimos e enfrenta atrasos em dívidas bancárias.

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Para isso, o programa disponibiliza condições de pagamento significativamente mais atrativas do que as praticadas no mercado. Entre os benefícios, destacam-se descontos que podem atingir até 90% do valor original da dívida e taxas de juros reduzidas, limitadas a cerca de 1,99% ao mês.

Além disso, o parcelamento pode se estender por até 48 meses. Outras facilidades incluem a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de menor valor, permitindo-lhes retomar o acesso ao crédito.

O impacto dos juros no Brasil

Durante a mesma entrevista, o ministro Dario Durigan abordou a questão das elevadas taxas de juros no Brasil, reconhecendo que elas representam um desafio significativo para a população. Ele enfatizou que o programa Novo Desenrola surge como um instrumento governamental para mitigar os efeitos dessa realidade.

Durigan reiterou os números, afirmando que “mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”. Ele também lembrou que a mobilização nacional tem data prevista para encerramento em 2 de agosto, incentivando a adesão.

O ministro detalhou que “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”. Ele celebrou o resultado, pontuando que “essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”.

Causas da alta de juros

Questionado sobre as causas da alta de juros, o ministro da Fazenda refutou a ideia de que o elevado gasto governamental seja o principal fator. Durigan atribuiu o cenário a “desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]”.

Nesse contexto, ele explicou que o governo tem implementado “medidas de subvenção [de preços], como a da gasolina”, para conter os impactos. O ministro ainda garantiu que, do ponto de vista fiscal, não houve alterações e que “nossas metas serão cumpridas”.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil