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Sexta-feira, 09 de Outubro 2026
Política

Mudanças de Lula no vale alimentação podem causa prejuízo às prefeituras, alerta CNM

CNM pede debate antes de eventual decreto que pode afetar 4,5 milhões de servidores municipais beneficiados pelo PAT e impactar as prefeituras

Pagina1mt
Por Pagina1mt
Mudanças de Lula no vale alimentação podem causa prejuízo às prefeituras, alerta CNM
Assessoria
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A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) procurou o governo federal para alertar sobre os impactos que mudanças previstas no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) podem trazer à gestão de vales-alimentação e refeição destinados aos servidores municipais. O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, tem declarado que um decreto deverá ser publicado em setembro com uma nova regulamentação do PAT. Entre as principais medidas está a possibilidade de alteração nos prazos de reembolso aos estabelecimentos dos valores gastos pelos trabalhadores com o benefício, reduzindo de 30 para apenas dois dias úteis esse prazo, o que tem gerado preocupação para a CNM.

Em documento encaminhado a Marinho e aos ministros Fernando Haddad (Ministério da Fazenda), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), a CNM alertou para os impactos que a medida poderia trazer à gestão de vales-alimentação e refeição destinados aos servidores municipais. Segundo a CNM, isso causará disfuncionalidades e prejuízos significativos para 2.500 municípios e cerca de 4,5 milhões de servidores da esfera municipal. Atualmente, os contratos municipais com empresas prestadoras de benefícios de alimentação permitem prazos que variam de 30 a 90 dias, compatíveis com a liquidação e pagamento legais realizados pelas administrações locais.

Impactos irreversíveis para as prefeituras - No documento, a CNM destaca que a publicação de um decreto reduzindo o prazo de reembolso aos estabelecimentos comerciais, caso se concretize, trará impactos irreversíveis para o provimento dos vales alimentação e refeição destinados aos nossos servidores.

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O ofício ressalta, também, que pequenas e médias empresas emissoras de vales, com atuação regional e menor escala operacional, não teriam fluxo de caixa suficiente para arcar com o reembolso aos estabelecimentos comerciais em dois dias, enquanto precisaria aguardar o pagamento do município entre 30 e 90 dias. Isso certamente geraria concentração de mercado, com descontinuidade de funcionamento das pequenas.

Diante deste cenário, a Confederação solicitou que o governo federal promova um debate prévio entre os envolvidos, permitindo a construção de uma solução viável e sustentável, sem prejudicar servidores municipais nem comprometer a operação das empresas de benefícios alimentares. O documento ressalta ainda a disponibilidade da CNM em contribuir tecnicamente com dados, estudos e experiências práticas para orientar a formulação de políticas seguras.

Criado em 1976, o PAT atende atualmente mais de 24 milhões de trabalhadores, 470 mil empresas e 1 milhão de estabelecimentos credenciados, em sua maioria pequenos e médios negócios. O programa movimenta entre R$ 150 bilhões e R$ 200 bilhões por ano e é considerado estratégico para a segurança alimentar dos trabalhadores e para a economia nacional.

 

FONTE/CRÉDITOS: Assessoria
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